António Veiga Ferrão assumiu a presidência da Mobi.E e a nova administração quer reposicionar a empresa como hub de interoperabilidade.
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Quem lidera a Mobi.E e com que mandato
“Hoje a Mobi.E tem conectados à sua plataforma mais de 14.000 pontos de carregamento para veículos elétricos em todo o país. Queremos levar este conhecimento acumulado na interoperabilidade da mobilidade elétrica, e aplicá-lo a outros setores estratégicos da mobilidade, como o do transporte público, sempre com foco na melhoria da experiência do utilizador”, disse António Veiga Ferrão, presidente da MOBI.E.
O objetivo declarado é posicionar a empresa como hub de interoperabilidade num contexto regulatório que está a mudar. O Novo Regime Jurídico da Mobilidade Elétrica (RJME) entrou em vigor e Portugal caminha para um mercado liberalizado.
Transição para mercado aberto
A Mobi.E diz estar a preparar soluções que garantam a continuidade da interoperabilidade para além do período de transição previsto no RJME. A empresa quer que nenhum operador de pontos de carregamento nem utilizador de veículo elétrico seja afetado pela mudança de modelo.
Em simultâneo, está a preparar-se para assumir funções de Entidade Agregadora de Dados da Mobilidade Elétrica, com ligação ao Ponto de Acesso Nacional (PAN) gerido pelo IMT. As apostas tecnológicas anunciadas incluem um hub de roaming para interoperabilidade entre redes e sistemas de gestão de postos, tanto em acesso público como privado.
Novos serviços para operadores e utilizadores
Sílvia Amaral, nova administradora, identificou a proximidade ao setor como prioridade. “Importa aproximar a Mobi.E do setor, operadores, plataformas, fabricantes e utilizadores, e contribuir para um sistema mais integrado e digital. Acreditamos que estas alterações legislativas trazem consigo novas oportunidades para desenvolver esta área em que a MOBI.E já tem provas dadas”, afirmou.
Já conheces?
Os novos serviços destinam-se aos Operadores de Pontos de Carregamento, com o objetivo declarado de simplificar a integração no mercado liberalizado.
A rede em fevereiro de 2026
No final de fevereiro, a rede pública gerida pela Mobi.E tinha 7.594 postos de carregamento, correspondentes a 14.311 pontos e 16.129 tomadas.
Entre esses postos, 2.338 são rápidos e 612 ultrarrápidos: no total, 2.950 postos com potência superior a 22 kW, o equivalente a 39% da infraestrutura pública.
A potência total instalada atingiu 514.824 kW. O regulamento europeu AFIR exige 1,3 kW por cada veículo 100% elétrico e 0,8 kW por cada híbrido plug-in. A rede portuguesa supera esse limiar em mais de 6%.
Em fevereiro, o último mês cujos números são já conhecidos, foram registados 747 mil carregamentos, mais 28% do que em fevereiro de 2025, com 173 mil utilizadores distintos na rede.






