Março fechou com 814.000 carregamentos na rede pública conectada à MOBI.E. Os utilizadores foram mais de 201.000, um número 86% acima do registado em igual mês do ano passado.
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Os números de março da Mobi.E
18.000 MWh foram consumidos na rede pública ao longo do mês. Face a março de 2025, o crescimento foi de 34%. Com essa energia carregada na rede nacional, os condutores percorreram mais de 124 milhões de quilómetros.
O indicador que mais sobe não é o de consumo. Em março de 2025, os utilizadores eram 86% menos. O crescimento do número de utilizadores da rede pública de abastecimento em apenas um ano é um pontos de destaque dos números da Mobi.E
7.693 postos, 525 MW instalados
No final de março, a rede somava 7.693 postos em todo o território nacional, com 14.535 pontos de carregamento e 16.306 tomadas. A potência total instalada atingiu os 525.103 kW, valor que fica 5,71% acima do mínimo exigido pelo regulamento AFIR.
O AFIR é o quadro europeu que define os requisitos mínimos de infraestrutura de combustíveis alternativos para os Estados membro. Portugal cumpre e ultrapassa.
Carregamento rápido e ultrarrápido: 2.987 postos
Dos postos ativos, 2.987 disponibilizam potências acima dos 22 kW, que é o limiar a partir do qual a Mobi.E classifica o carregamento como rápido. Acima dos 150 kW começa o segmento ultrarrápido. No conjunto, estes postos representam cerca de 39% da infraestrutura pública.
Durante o mês de março, foram efetivamente utilizados 7.258 postos, mais 27% do que em março de 2025. A diferença entre os 7.693 existentes e os 7.258 usados indica uma margem de disponibilidade de pouco mais de 400 postos, uma folga que tende a estreitar-se à medida que a procura sobe.
15.062 toneladas de CO2 evitadas num único mês
A Mobi.E publica mensalmente uma estimativa de impacto ambiental. Em março, os carregamentos na rede pública permitiram evitar 15.062 toneladas de CO2.
Já conheces?
Para situar o número: estas mais de 15 toneladas correspondem à capacidade anual de absorção de carbono de cerca de 248.000 árvores urbanas com 10 anos.
Equivalem também às emissões anuais de aproximadamente 3.074 habitantes ou 1.230 famílias portuguesas e representam mais de 5,6 milhões de litros de gasóleo que ficaram por consumir.






