O cockpit do ferrari luce O cockpit do ferrari luce

Ferrari Luce: o primeiro elétrico de Maranello é feito para ser tocado

O Ferrari Luce é, antes de mais, um Ferrari e só depois um elétrico.

A Scuderia batizou o seu primeiro carro totalmente elétrico Ferrari Luce: “luz” em italiano. E não foi só por soar bem.

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Ferrari primeiro, elétrico depois

Para a marca, este nome representa uma nova visão: a eletrificação como caminho para novas experiências, sem deixar para trás a emoção que sempre fez bater mais forte o coração de quem guia um Ferrari. A mensagem é direta: isto é um Ferrari primeiro, um elétrico depois.

Assinatura do Ferrari Luce
A assinatura no painel frontal do Ferrari Luce @Ferrari

Curiosamente, foi em São Francisco que a marca revelou o interior e a filosofia por trás do Luce. A escolha não foi ao acaso, uma vez que a cidade californiana é vista como epicentro mundial da tecnologia e do design. Maranello sabe bem onde vivem os formadores de opinião de hoje, e quer falar diretamente com eles.

Jony Ive e a arte de fazer um Ferrari

Por trás do Luce está uma parceria especial: a LoveFrom, o estúdio criativo de Jony Ive (sim, aquele que foi o designer principal da Apple) e Marc Newson. Há cerca de cinco anos que trabalham com a Ferrari “em todas as dimensões” do design deste modelo. E, ao que parece, tiveram carta branca, algo raro em Maranello.

O resultado salta à vista mal se olha para o interior. Nada de oceanos de ecrãs ou superfícies touch que nos fazem sentir dentro de um smartphone gigante. Pelo contrário: botões e controlos em metal trabalhado, com um “clique” pensado ao detalhe, quase como peças de relojoaria fina. A ideia é simples mas ambiciosa: o condutor tem querer tocar nos comandos, não apenas olhar para eles.

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No centro do tablier, há um pequeno ecrã montado numa espécie de rótula, que roda suavemente para o condutor ou para o passageiro. A rotação é manual e o ecrã até tem um apoio para a palma da mão, para tornar o gesto mais natural e menos cansativo. É o tipo de detalhe que torna um design especial.

Ferrari Luce: rofundidade em vez de pixels planos

O painel de instrumentos resume bem a filosofia do Ferrari Luce: em vez de gráficos chapados num LCD qualquer, há lentes sobrepostas e mostradores inspirados na tradição analógica da Ferrari, criando profundidade e uma sensação quase mecânica. Para dar tridimensionalidade ao cockpit, são utilizados ecrãs OLED ultrafinos desenvolvidos com a Samsung.

No Ferrari Luce, o vidro é tratado como material nobre. Aparece no seletor de mudanças, em superfícies com texturas pensadas ao milímetro, e até na chave, que é uma peça com ecrã E-Ink que muda de aparência quando se liga o carro, como se “acordasse”. Pode parecer – e é – um detalhe, mas revela a ambição de transformar até os gestos mais banais numa pequena cerimónia.

Botões físicos numa era de “swipes”

Enquanto quase toda a indústria empurra tudo para ecrãs tácteis, a Ferrari vai na direção oposta. O Luce tem controlos físicos para as funções essenciais – climatização, modos de condução e por aí fora. O volante? Recusa superfícies touch e aposta em botões tradicionais, pensados para serem usados sem tirar os olhos da estrada.

Para a marca, isto é design “centrado no ser humano”: menos menus intermináveis, menos passos desnecessários, menos distrações. Tudo o que é crítico está “onde as mãos e os olhos esperam que esteja”. Ou seja, no Ferrari Luce é o carro que se adapta ao condutor, e não o contrário.

E a performance?Promete não desiludir

A scuderia apenas revelou o interior, mas já se especula sobre as especificações do Ferrari Luce. De acordo com várias fontes, o supercarro terá um sistema de 880 V, quatro motores elétricos, potência que pode chegar aos 1.113 cv e 0–100 km/h em cerca de 2,5 segundos. Tudo isto com uma suspensão ativa de 48 V que promete manter a agilidade típica de Maranello, apesar do peso das baterias.

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A apresentação oficial do Ferrari Luce está marcada para maio de 2026, em Itália. Será então que ficaremos a conhecer o exterior e os dados técnicos finais. Quanto ao preço? Vai ficar bem acima dos GT convencionais . O Luce assume-se claramente como a montra tecnológica da transição elétrica da Ferrari.

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