Dos mais de 3 mil condutores de frotas empresariais inquiridos pela Ayvens, 25% conduzem hoje um veículo 100% elétrico. Em 2022 eram 17% no total de eletrificados, sem distinção de tecnologia.
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Neste artigo:
Estudo com universo de 400 empresas
O Car Policy Benchmark 2025 mostra um salto relevante na adoção de BEV nas frotas portuguesas, num contexto em que metade dos condutores diz estar disponível para fazer já a transição para elétrico puro.
“Este estudo mostra um mercado em clara evolução, mais profissional, mais estruturado e mais preparado para a transição elétrica.”
António Oliveira Martins Diretor-geral, Ayvens Portugal
O estudo analisa as políticas e práticas de cerca de 400 empresas em 11 setores de atividade, cobrindo uma frota de aproximadamente 12 mil veículos responsáveis por mais de 425 milhões de quilómetros percorridos anualmente.
BEV já dominam a fatia elétrica das frotas empresariais
Dos 40% de veículos de passageiros eletrificados identificados no estudo, a maioria corresponde a veículos 100% elétricos. Os 13% de híbridos plug-in completam o total, mas os BEV representam a fatia maior da eletrificação nas frotas empresariais portuguesas em 2025.
Para os condutores, a realidade é consistente com os dados de frota: 25% já usam um BEV no dia a dia profissional. Outros 13% conduzem um PHEV.
O restante universo continua em combustão, mas 50% desses condutores afirma estar disponível para transitar já para um veículo 100% elétrico. Outros 25% aceitariam um plug-in como passo intermédio. O potencial de transição adicional identificado pelaAyvens aproxima-se dos 40%.
Autonomia e carregamento: os dois travões que as empresas conhecem bem
Os dados do Benchmark quantificam com precisão os obstáculos que os condutores associam à transição para BEV. A autonomia dos veículos elétricos é o argumento mais citado (31%).

A insuficiência da rede pública de carregamento surge logo a seguir (26%). A necessidade de maior planeamento em viagens longas preocupa 23% dos condutores. O investimento inicial mais elevado é referido por 14%.
Já conheces?
São barreiras conhecidas, mas o estudo permite lê-las com outro enquadramento: numa frota onde 50% dos condutores já diz querer um BEV, estes obstáculos não estão a bloquear a intenção. Estão a atrasar a concretização.
TCO favorece os elétricos: as empresas já calculam
A adoção do custo total de utilização (TCO) como critério de decisão subiu de 73% em 2022 para 83% em 2025. Nas frotas de maior dimensão o índice é mais elevado, mas 80% das frotas mais pequenas também já recorrem ao TCO.
Este dado é relevante no contexto dos BEV: à medida que o TCO se torna o critério dominante, o custo de aquisição mais elevado dos elétricos perde peso face à eficiência operacional ao longo da vida do contrato.
Os contratos ficaram mais longos precisamente neste período. A duração média passou de 47 para 51 meses. A percentagem de empresas que contrata por cinco anos ou mais foi de 9% para 31%. Contratos mais longos diluem o diferencial de custo inicial dos BEV e tornam o TCO ainda mais favorável à eletrificação total.
O que falta: a componente humana da transição
O aspeto menos pontuado pelas empresas na gestão da transição elétrica é o impacto nos condutores, com apenas 32% de valorização. As considerações de custo ficam nos 74%. A distância entre os dois valores revela uma assimetria: as empresas calculam bem o que a eletrificação custa, mas investem menos em perceber o que ela exige a quem conduz.
“Num contexto empresarial cada vez mais orientado para a sustentabilidade e para a eficiência, o Car Policy Benchmark 2025 reforça a importância estratégica da gestão da frota. Este estudo mostra um mercado em clara evolução, mais profissional, mais estruturado e mais preparado para a transição elétrica”, afirmou António Oliveira Martins, Diretor-geral da Ayvens Portugal.
O Car Policy Benchmark 2025 inclui pela primeira vez um capítulo dedicado à experiência da transição elétrica. A Ayvens gere globalmente uma frota de 3,2 milhões de veículos em 42 países.






