Um carro elétrico a carregar. Em 2025 foram feitos 8,8 milhões de carregamentos Um carro elétrico a carregar. Em 2025 foram feitos 8,8 milhões de carregamentos

Mobi.E tem nova administração e aposta na interoperabilidade

A Mobi.E tem nova liderança e uma nova estratégia para continuar a ser relevante no mercado liberalizado.

António Veiga Ferrão assumiu a presidência da Mobi.E e a nova administração quer reposicionar a empresa como hub de interoperabilidade.

Ouve o resumo do artigo:

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Resumo
Nova administração desde 2 de março
António Veiga Ferrão assume a presidência com agenda de reposicionamento estratégico.
Hub de interoperabilidade além do carregamento
A MOBI.E quer estender o seu modelo a outros setores, incluindo o transporte público.
Transição para mercado liberalizado sem disrupção
O novo RJME obriga a mudanças; a empresa garante continuidade para operadores e utilizadores.
Entidade Agregadora de Dados da Mobilidade
Novo papel no ecossistema: ligação ao Ponto de Acesso Nacional gerido pelo IMT.

Quem lidera a Mobi.E e com que mandato

“Hoje a Mobi.E tem conectados à sua plataforma mais de 14.000 pontos de carregamento para veículos elétricos em todo o país. Queremos levar este conhecimento acumulado na interoperabilidade da mobilidade elétrica, e aplicá-lo a outros setores estratégicos da mobilidade, como o do transporte público, sempre com foco na melhoria da experiência do utilizador”, disse António Veiga Ferrão, presidente da MOBI.E.

O objetivo declarado é posicionar a empresa como hub de interoperabilidade num contexto regulatório que está a mudar. O Novo Regime Jurídico da Mobilidade Elétrica (RJME) entrou em vigor e Portugal caminha para um mercado liberalizado.

Transição para mercado aberto

A Mobi.E diz estar a preparar soluções que garantam a continuidade da interoperabilidade para além do período de transição previsto no RJME. A empresa quer que nenhum operador de pontos de carregamento nem utilizador de veículo elétrico seja afetado pela mudança de modelo.

Rede MOBI.E · Fevereiro 2026
A rede pública de carregamento em números
Indicadores de utilização e infraestrutura da Rede Nacional de Carregamento.
Carregamentos
747 mil
sessões em fevereiro
+28% vs. 2025
Utilizadores
173 mil
utilizadores distintos
+74% vs. 2025
Energia consumida
17.000 MWh
na rede pública
+36% vs. 2025
Quilómetros percorridos
114 M km
com energia da rede
equivalente a 2.850 voltas à Terra
39%
rápidos
Postos rápidos e ultrarrápidos
2.338 rápidos + 612 ultrarrápidos
2.950
Postos de carregamento normal
potência até 22 kW
4.644
Total de postos
14.311 pontos · 16.129 tomadas
7.594
MOBI.E — indicadores de fevereiro de 2026
IndicadorValorVariação
Carregamentos747 mil+28%
Utilizadores distintos173 mil+74%
Energia consumida17.000 MWh+36%
Quilómetros percorridos114 milhões
Postos rápidos e ultrarrápidos2.95039% do total
Postos de carregamento normal4.64461% do total
Total de postos7.594
Postos normais calculados por diferença (7.594 – 2.950). Sparklines ilustrativas da tendência de crescimento 2025-2026.
Fonte: MOBI.E · EVMag

Em simultâneo, está a preparar-se para assumir funções de Entidade Agregadora de Dados da Mobilidade Elétrica, com ligação ao Ponto de Acesso Nacional (PAN) gerido pelo IMT. As apostas tecnológicas anunciadas incluem um hub de roaming para interoperabilidade entre redes e sistemas de gestão de postos, tanto em acesso público como privado.

Novos serviços para operadores e utilizadores

Sílvia Amaral, nova administradora, identificou a proximidade ao setor como prioridade. “Importa aproximar a Mobi.E do setor, operadores, plataformas, fabricantes e utilizadores, e contribuir para um sistema mais integrado e digital. Acreditamos que estas alterações legislativas trazem consigo novas oportunidades para desenvolver esta área em que a MOBI.E já tem provas dadas”, afirmou.


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Os novos serviços destinam-se aos Operadores de Pontos de Carregamento, com o objetivo declarado de simplificar a integração no mercado liberalizado.

A rede em fevereiro de 2026

No final de fevereiro, a rede pública gerida pela Mobi.E tinha 7.594 postos de carregamento, correspondentes a 14.311 pontos e 16.129 tomadas.

Entre esses postos, 2.338 são rápidos e 612 ultrarrápidos: no total, 2.950 postos com potência superior a 22 kW, o equivalente a 39% da infraestrutura pública.

A potência total instalada atingiu 514.824 kW. O regulamento europeu AFIR exige 1,3 kW por cada veículo 100% elétrico e 0,8 kW por cada híbrido plug-in. A rede portuguesa supera esse limiar em mais de 6%.

Em fevereiro, o último mês cujos números são já conhecidos, foram registados 747 mil carregamentos, mais 28% do que em fevereiro de 2025, com 173 mil utilizadores distintos na rede.

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