Até março, o governo volta a lançar o incentivo à compra de carros elétricos. O Fundo Ambiental aumenta a verba, que agora chega aos 20 milhões de euros.
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Novo incentivo com verba maior
O Estado vai voltar a dar um empurrão à mobilidade elétrica e, desta vez, com mais verbas e mais cheques. A medida foi agora anunciada, mas falta ainda o ok do conselho de minisitros.

Até março, chega um novo incentivo de apoio à compra de veículos 100% elétricos, com 20 milhões de euros reservados para ajudar particulares e empresas a trocar definitivamente o depósito pela tomada.
Cheques que voam… e voltam
Quem acompanhou o último aviso do Fundo Ambiental sabe como a história terminou: candidaturas abertas e, em poucas horas, verba esgotada. Muitos condutores que tinham alinhado a compra do elétrico com o calendário dos apoios ficaram a ver o incentivo desaparecer no retrovisor, o que gerou críticas e uma sensação de “lotaria” pouco compatível com um mercado que está a amadurecer.

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Agora, o Governo promete um arranque “rápido” do novo concurso e um envelope mais musculado. O novo pacote de incentivo deverá estar aberto até março, estando pronto para aprovação em conselho de ministros.
Regras são as mesmas
Na prática, o esquema mantém‑se: o incentivo apoia a compra de veículos novos, 100% elétricos, matriculados em Portugal, com candidaturas online por ordem de chegada. Ficam de fora os híbridos plug‑in, porque a prioridade política continua a ser premiar quem dá o salto direto para zero emissões no tubo de escape.
De acordo com a agência Lusa, os valores do incentivo continuam a ser os mesmos. Para ligeiros de passageiros, os apoios situam‑se na casa dos quatro a cinco mil euros, sujeito a tetos de preço do automóvel para evitar que a verba pública acabe a subsidiar modelos de luxo.
No lado da micromobilidade, bicicletas elétricas, de carga e outros veículos ligeiros continuam a ter direito a uma ajuda que pode fazer a diferença entre “fica para o ano” e “é agora”.
Abate e garagem
O abate de carros mais velhos continua a ser peça central do incentivo à compra de carros elétricos. Só quem retirar de circulação um veículo antigo e mais poluente pode aceder ao apoio.
Outro ponto com impacto muito concreto no dia a dia é o apoio à instalação de carregadores em condomínios. Para quem vive em prédio e anda há anos a adiar o elétrico porque “não tenho onde carregar”, a comparticipação de parte do custo do equipamento pode ser o argumento final para avançar.
A importância de ter a candidatura aprovada
Se há lição a tirar do concurso anterior é esta: quando o formulário abrir, não haverá tempo para improvisos. É necessário ter toda a documentação preparada para submeter a candidatura ao incentivo. Ter tudo pronto à partida pode ser a diferença entre garantir o cheque ou perder a oportunidade.
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Para o mercado, este reforço de 20 milhões chega num momento em que a adoção de elétricos já deixou de ser nicho. Os carros elétricos foram mesmo os mais vendidos em 2025.
Para quem está à espera do sinal certo para trocar de carro, este novo concurso pode ser exatamente isso: um “vai” claro para entrar no universo elétrico com menos peso no orçamento mensal.




