Oito modelos, quatro marcas, paridade de preços. A Stellantis Pro One lançou esta semana uma campanha europeia de furgões elétricos ao preço do diesel. A campanha é válida até junho.
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A pressão regulatória por detrás da oferta
O anúncio tem uma lógica comercial simples, mas há um contexto que lhe dá outra dimensão. Os furgões elétricos representam ainda apenas 6 a 7% das vendas de comerciais ligeiros na Europa.

Para a Stellantis Pro One, esse número não chega: para cumprir as metas de emissões de CO2 impostas pela União Europeia, a quota de elétricos dentro do grupo terá de saltar dos atuais 12% para perto dos 21%. A campanha de furgões elétricos ao preço do diesel é, também, uma resposta a esse prazo.
Furgões elétricos ao preço do diesel
O preço de entrada tem sido, historicamente, o argumento mais difícil de ultrapassar junto dos profissionais. Autonomia, rede de carregamento, custo por quilómetro, tudo isso já tem resposta para a maioria dos casos de uso urbano. O que ficava sem resposta era a diferença de preço no momento da compra. A Stellantis decidiu simplesmente eliminá-la, pelo menos até junho.
Eric Laforge, Vice-Presidente Sénior da Stellantis Pro One, foi direto ao ponto: “Ao propor os veículos comerciais elétricos a bateria pelo mesmo preço dos veículos a diesel, estamos a tornar a mobilidade elétrica numa opção realista e acessível para todos os clientes profissionais.”
Já conheces?
Em Portugal, o grupo já tem metade do mercado elétrico
A campanha abrange o Citroën Berlingo e Jumpy, o Fiat Professional Doblò e Scudo, o Opel Combo e Vivaro e o Peugeot Partner e Expert.

Infografia gerada por IA
São os mesmos modelos que em janeiro de 2025 valeram à Stellantis Pro One uma quota de 52,6% nos furgões elétricos vendidos em Portugal, mais de metade do mercado num só mês. Na Europa, o grupo lidera o segmento com 31% de quota nos comerciais elétricos.
O mercado europeu está em aceleração, mas de forma desigual. Em 2025, a quota anual de elétricos nos ligeiros de passageiros passou de 13,6% para 17,4%. Em dezembro, os BEV ultrapassaram pela primeira vez os carros a gasolina em quota mensal, com 22,6%.
Nos comerciais ligeiros, o ritmo é mais lento, e é precisamente aí que a Stellantis quer forçar a mudança antes que a pressão regulatória o faça de forma menos favorável para os profissionais.
A campanha está disponível em toda a Europa até 30 de junho de 2026.






