Tesla Model Y Standard Tesla Model Y Standard

Tesla: nome Standard desaparece 4 meses depois

Apenas 4 meses depois de ter sido adicionado à gama Tesla, o Standard passa a chamar-se Tração Traseira.

A Tesla arrependeu-se de ter chamado Standard aos modelos mais baratos das gamas dos Model 3 e Model Y e passou a chamar-lhes “Tração Traseira”. A mudança acontece apenas 4 meses depois da chegada das versões de entrada.

Ouve o resumo do artigo:

Áudio gerado por IA

Adeus ao Standard

A antiga versão “Standard” não desaparece verdadeiramente, muda apenas de nome e continua a ser o bilhete de entrada no universo Tesla. Só que agora passa a chamar‑se “Tracção Traseira” no Model 3 e no Model Y.

Mantém um único motor atrás, bateria LFP e uma autonomia que já permite olhar para viagens mais longas sem ansiedade, enquanto o preço se aproxima perigosamente do território de muitos compactos a combustão. Na prática, é a porta pela qual entra quem sempre viu um Tesla “de longe” e, de repente, percebe que o salto já não é assim tão grande. É claro que para lá chegar, a marca norte-americana “emagreceu” os seus modelos.

Infografia gerada por IA

Acima desta versão, a Tesla volta a organizar a gama em torno das propostas Long Range/Premium, que oferecem mais capacidade de bateria, maior autonomia e um nível de equipamento superior, antes de chegar à versão Performance, que continua a funcionar como vitrine tecnológica e de prestações do modelo.

Model 3: Standard/Tracção Traseira em 4 meses

Quando foi lançada há apenas 4 meses, a versão Standard do Model 3 foi pensada “para quem gostava da ideia de ter um Tesla, mas sempre achou o preço proibitivo”.

Em troca de um valor de entrada mais competitivo, esta variante – que agora se chama Tração Traseira – abdica de alguns acabamentos e características mais premium, mas mantém o essencial da experiência Tesla: interior minimalista, ecrã central generoso, atualizações over‑the‑air e integração total com a app.

Tesla Model 3 Standard fotografado em andamento
O Tesla Model 3 Standard é agora “Tração Traseira” @Tesla

Em comparação com a versão de entrada, o registo muda nas versões Premium. A bateria cresce, a autonomia estica e a sensação a bordo é mais “Tesla”. Os materiais são mais agradáveis ao toque, o ambiente mais silencioso, o equipamento mais completo.

Esta é apenas uma mudança de nomenclatura. Nada se alterou quando o Standard se passou a chamar Tração Traseira.

Model Y: o “tração traseira” que seca para ficar competitivo

Para chegar ao preço de 39.990 euros, 7.000 euros a menos do que a versão Long Range, a Tesla fez um verdadeiro “exercício de emagrecimento” no Model Y Tração Traseira.

No exterior, o SUV abdica das barras luminosas LED dianteira e traseira introduzidas na última atualização, adota um para‑choques dianteiro específico e passa a montar jantes de 18” com coberturas em plástico preto, sinais visuais claros de que se trata da variante mais acessível da gama.

Tesla Model Y Standard não tem barra LED frontal e chega com para-choques. redesenhado
O Tesla Model Y Standard não tem barra LED frontal e chega com para-choques redesenhado @Tesla

Em termos visuais, a versão de entrada Tração Traseira representa um passo atrás no design da marca, uma vez que o modelo não tem a silhueta que ganhou na última atualização.

Nas versões Long Range/Premium e Performance, mantêm‑se as assinaturas luminosas mais elaboradas, jantes maiores e um “look” mais moderno.

Por dentro, a abordagem é parecida. O teto panorâmico cede lugar a um tejadilho opaco, apesar de o vidro lá continuar, os bancos são de tecido e desaparecem alguns confortos elétricos. E o sistema de som perde colunas.

Mas o essencial continua lá: o ecrã central, a interface familiar, a ligação permanente à app… e isso pode ser suficiente para muitas famílias que querem o espaço e a versatilidade do Y, sem esticar tanto o orçamento.

O que mantém o ADN Tesla

A marca insiste que o Model Y mais barato “continua a ser um Tesla”. Mantêm‑se a chave via smartphone (Phone Key), o controlo de funções pela app, a abertura elétrica mãos livres da bagageira, a dashcam, o Modo Sentinela e os perfis de condutor, para além do pacote de assistências à condução com travagem de emergência automática, alerta de colisão frontal, aviso de ângulo morto, correção de saída de faixa e Autopilot Básico de série.

Ao subir para as versões Premium e Performance, essas bases reforçam‑se com mais conforto, mais tecnologia e mais refinamento. Melhor som, mais equipamentos de conveniência, um ambiente a bordo mais próximo daquilo que muitos associam a um carro de segmento superior. É aqui que a marca tenta justificar cada euro a mais, não apenas com números de autonomia e potência, mas com a forma como o carro se vive no dia a dia.

Como escolher: três perguntas simples

No meio desta reorganização, a decisão acaba por se resumir a quatro perguntas, muito concretas. Quantos quilómetros faço por ano e que tipo de viagens costumo fazer? Qual o valor que dou ao desempenho puro, à sensação de aceleração e de resposta imediata? E quão importante é, para mim, o ambiente a bordo; os materiais, som, conforto, pequenos luxos? Finalmente, quanto posso investir na compra de um automóvel?

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Quem responde “quero entrar na marca pelo preço mais baixo possível” vai olhar naturalmente para as versões de Tração Traseira. Quem passa a vida na estrada, ou quer fazer de um Tesla o carro de família para todas as ocasiões, tenderá a gravitar para as versões Premium

E quem não abdica de um elétrico rápido, expressivo e emocional, encontrará na Performance a versão que melhor fala a sua língua.

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