Imagem ilustrativa do Tesla Assisted Driving com um tesla numa estrada com vários edifícios icónicos europeus, imagem gerada por IA Imagem ilustrativa do Tesla Assisted Driving com um tesla numa estrada com vários edifícios icónicos europeus, imagem gerada por IA

Tesla Assisted Driving: FSD muda de nome na Europa a pedido de Berlim

A Tesla cedeu no nome para garantir o apoio da Alemanha. o FSD chama-se agora Tesla Assisted Driving

Os sites europeus da Tesla deixaram de usar a designação Full Self-Driving. O sistema chama-se agora Tesla Assisted Driving e, na página portuguesa da marca, aparece com uma subscrição de 99 euros por mês, e está limitado.

Ouve o resumo do artigo:

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Resumo
FSD passa a chamar-se Tesla Assisted Driving na Europa
O ministério alemão dos Transportes considerou o nome enganador; a mudança partiu de uma proposta da Tesla.
Teto de 10% acima do limite de velocidade
A versão aprovada nos Países Baixos permite até 50%; Berlim vai defender o novo teto em Bruxelas.
Em Portugal, subscrição de 99 euros por mês
O site português já usa o novo nome, mas o sistema continua sem aprovação para as estradas nacionais.
Votação europeia só em dezembro, no mínimo
Exige 15 países e 65% da população; com a Alemanha, os favoráveis somam menos de um terço.

O que pediu o ministério alemão

A 6 de outubro, o Ministério Federal dos Transportes alemão (BMV) publicou uma nota sobre o processo de aprovação europeia do sistema, até agora comercializado como FSD Supervised.

O ministério considera o nome antigo enganador, porque o sistema não assume a totalidade da tarefa de condução: apoia a aceleração, a travagem e a direção, mas obriga o condutor a manter-se atento em permanência. A responsabilidade pela condução continua a ser, nas palavras da nota, 100% de quem está ao volante.

Imagem ilustrativa do Tesla Assisted Driving  com um tesla numa estrada com vários edifícios icónicos europeus, imagem gerada por IA
Tesla Assisted Driving

A proposta de rebatizar o sistema partiu da própria Tesla, nas conversas mantidas em setembro com o ministro Steffen Bilger. “Encontrámos rapidamente um entendimento comum e alcançámos um acordo construtivo”, afirmou o governante. A marca norte-americana já rebatizou o sistema em toda a Europa, passando a chamar-lhe Tesla Assisted Driving.

Em troca, Berlim vai defender uma aprovação rápida em toda a União Europeia.

Bilger quer que os condutores Tesla possam usar o sistema “em toda a UE o mais depressa possível”, segundo a mesma nota. Elon Musk respondeu na rede X com um “Danke schoen”.

Um teto de 10% acima do limite

Um excesso máximo de 10% sobre o limite de velocidade ficou fixado no entendimento entre o ministério e a Tesla. A Alemanha compromete-se a levar essa posição ao processo europeu e argumenta que pequenas ultrapassagens podem, consoante a situação, tornar o trânsito mais fluido.

Para a Tesla, a cedência obriga a mexer no software. A versão aprovada nos Países Baixos mantém uma função que permite subir a velocidade máxima até 50% acima do limite detetado, segundo a Reuters. Foi essa margem que levou o Conselho Europeu de Segurança nos Transportes (ETSC) a pedir aos Estados-membros, no fim de setembro, que recusassem a aprovação.

Em Bruxelas, a associação de segurança rodoviária Johanna.be testou o sistema e registou excessos de velocidade em 16 de 29 troços limitados a 30 km/h.

Tesla Assisted Driving em Portugal

Embora a página portuguesa da Tesla já use a nova designação Tesla Assisted Driving, o sistema não está integralmente disponível no país. A marca indica que poderá vir a estar e que a disponibilidade depende do desenvolvimento e da aprovação legal.

O pacote que a Tesla identifica como Tesla Assisted Driving Basic surge com subscrição mensal de 99 euros e junta Autosteer, cruise control adaptativo, mudança de faixa, navegação em Autosteer, as funções Dumb Summon e Actually Smart Summon, estacionamento automático e controlo de semáforos e sinais Stop. Na mesma página, a Tesla avisa que as funções atualmente ativas exigem supervisão do condutor e não tornam o veículo autónomo.

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Votação europeia só em dezembro

Para que a autorização neerlandesa passe a valer em toda a União, o pedido precisa de maioria qualificada no Comité Técnico dos Veículos a Motor (TCMV): 15 dos 27 Estados-membros, que representem pelo menos 65% da população. A reunião de 6 de outubro deixou o dossier apenas em discussão, e o comité só volta a reunir-se em dezembro.

A autoridade neerlandesa RDW aprovou o sistema a 10 de abril. Lituânia, Estónia, Dinamarca, Bélgica, Eslovénia, Chéquia e Croácia reconheceram depois essa decisão a nível nacional, o que eleva para oito os países da UE onde a Tesla o pode ativar.

França e Suécia levantaram objeções ligadas sobretudo ao excesso de velocidade. Alemanha, França, Itália e Espanha, que juntas somam mais de metade da população da UE, não tinham reconhecido a aprovação neerlandesa até ao início de outubro; sem parte desse bloco, o limiar dos 65% fica fora de alcance.

Os oito países que já aprovaram o sistema somam perto de 57 milhões de habitantes, cerca de 12,6% da população da UE; a Alemanha acrescenta 83,5 milhões, ou 18,5%. Juntos ficam nos 140 milhões, em 452 milhões, ou 31,1%.

Faltam cerca de 34 pontos percentuais para os 65% exigidos pela maioria qualificada. No número de países, os nove ficam a seis dos 15 necessários.

Fontes: Ministério Federal dos Transportes da Alemanha (BMV), nota de 6 de outubro de 2026; Tesla Portugal, página Tesla Assisted Driving; Electrek, mudança de nome na Europa; Electrek, adiamento da votação no TCMV; Reuters, via TimesLive, apoio alemão e limite de 50%; Reuters, via WMBD, posição do ETSC; Carscoops, teste da Johanna.be em Bruxelas.

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