Saiu hoje da linha de montagem o milionésimo Geely EX2, o utilitário elétrico que na China se chama Xingyuan e que em Portugal está à venda como Geely E2. A Geely precisou apenas de dois anos para chegar a este número.
Neste artigo:
Produção do Geely E2 acelerou em 2026
Segundo o portal chinês CarNewsChina, o número divulgado pela Geely corresponde à contagem do grupo e inclui os carros destinados à exportação.

Em maio de 2025, a contagem ia nas 200 mil unidades. Dez meses mais tarde, em março de 2026, já tinha chegado às 600 mil, e as 800 mil foram ultrapassadas em agosto. Das 600 mil ao milhão passaram cerca de sete meses, e as últimas 200 mil unidades precisaram de cerca de dois.
A Geely resume o ritmo com um slogan: um Xingyuan vendido por minuto.
Mais vendido na China em 2025
Nenhum outro automóvel vendeu tanto na China em 2025, considerando todos os segmentos e motorizações. O Xingyuan somou nesse ano 465.775 unidades vendidas a retalho, de acordo com a base de dados China EV DataTracker, citada pelo CarNewsChina.
Em 2026, o primeiro semestre fechou com 194.159 unidades, e o volume mensal cresceu a partir daí: em julho venderam-se 32.306, enquanto setembro chegou às 44.275. Entre janeiro e setembro, o total é de 310.391 unidades.
O modelo assenta na arquitetura GEA da Geely, com motor traseiro, tração traseira e suspensão traseira independente multibraço, quando o BYD Seagull e o Wuling Bingo, rivais diretos no mercado chinês, usam tração dianteira e eixo de torção atrás.
Os motores debitam 58 kW ou 85 kW, consoante a versão, alimentados por baterias LFP de 30,12 kWh e 40,16 kWh que anunciam 310 km e 410 km no ciclo chinês CLTC, menos exigente do que o WLTP. Em maio, uma atualização juntou à gama uma versão de 480 km CLTC e o sistema multimédia Flyme Auto 2.0.
Geely E2 em Portugal
A Salvador Caetano Auto, importadora da Geely em Portugal, já tem o E2 à venda em três versões.
Por 21.900 euros, a PRO junta uma bateria LFP de 35,35 kWh a um motor de 60 kW (82 cv), com 252 km de autonomia em ciclo combinado WLTP e 368 km em ciclo urbano. A MAX e a ULTRA, de 24.900 e 27.800 euros, respetivamente, partilham a bateria de 47,14 kWh e o motor de 85 kW (116 cv), para 345 km em ciclo combinado e 497 km em cidade.
O carregamento em corrente contínua aceita até 60 kW na versão de entrada e 80 kW nas outras duas. A garantia cobre o veículo e a bateria durante oito anos ou 200.000 km, e o preço inclui cinco anos ou 75.000 km de manutenção programada.
Com 4,135 metros de comprimento, o E2 tem 375 litros de bagageira e mais 70 litros num compartimento dianteiro, e as primeiras entregas estão previstas para o último trimestre de 2026.
Nos resultados do Euro NCAP publicados a 2 de setembro, o modelo obteve cinco estrelas segundo o protocolo de 2026, com destaque para o airbag central entre os bancos dianteiros, o sistema que alerta para crianças deixadas no habitáculo e a pontuação máxima em todos os itens de segurança pós-colisão.
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Produção em Espanha a partir de 2028
Fora da China, a montagem local arrancou em janeiro de 2026 em Purwakarta, na Indonésia. No Brasil, a Renault-Geely do Brasil confirmou a 15 de setembro que a produção no complexo Ayrton Senna começa em dezembro.
A Europa terá fábrica em Almussafes, perto de Valência. A Ford e a Geely anunciaram a 23 de julho uma empresa conjunta para a unidade espanhola, com 66% para a Ford e 34% para a Geely, que paga 221 milhões de euros pela participação, segundo o registo apresentado na bolsa de Hong Kong.
A Geely vai fabricar ali dois modelos elétricos a partir de 2028, e a imprensa espanhola aponta o E2 como sendo o primeiro. Os elétricos da Geely importados da China pagam hoje um direito compensatório adicional de 18,8% à entrada na União Europeia. A empresa conjunta deverá começar a operar no primeiro semestre de 2027, depois das aprovações regulatórias.
Fontes: IT之家, milionésimo Xingyuan, 20 de outubro de 2026; CarNewsChina, produção, vendas e especificações chinesas; Euro NCAP, resultados do Geely E2; ; Carwow España, Almussafes; Port News, participação e registo em Hong Kong; newmobility.news, direito compensatório da UE.




