Dez minutos ligado a um carregador de 800 V chegam para o Mercedes-AMG GT SUV com bateria de 128 kWh somar até 450 km de autonomia WLTP em ciclo combinado. As encomendas da versão de entrada abrem a 20 de outubro.
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Bateria de 800 V e carregamento até 710 kW
Há duas baterias no catálogo, com 106 kWh ou 128 kWh úteis, ambas com tensão nominal de 800 V. A menor aceita até 600 kW em corrente contínua e a maior chega aos 710 kW, valor que a marca ainda apresenta como provisório, por não existir homologação à data do comunicado. Com a bateria de 128 kWh, o ciclo de 10 a 80% demora 12 minutos, contra 11 na de 106 kWh.

Por dentro, as células são cilíndricas, com 105 mm de altura e 26 mm de diâmetro, e um óleo eletricamente isolante circula em torno de cada uma. A química junta um cátodo NCMA a um ânodo com silício, para uma densidade energética acima dos 298 Wh/kg.
Num posto de 400 kW, a Mercedes indica 14 minutos para a bateria de 106 kWh e 16 para a de 128 kWh. Quando encontra carregadores de 400 V, o sistema comuta sozinho, e o carro foi preparado para cinco normas de carregamento rápido, entre elas a CCS2 usada na Europa.
O desempenho elétrico “já não exige compromissos em termos de potência contínua, autonomia ou velocidade de carregamento”, afirmou Jörg Burzer, diretor de Tecnologia do Grupo Mercedes-Benz AG.
Três versões do Mercedes-AMG GT SUV
No topo fica o GT 63 SUV, com três motores de fluxo axial, 860 kW (1.169 CV) de potência máxima e 2.000 Nm de binário, a que a marca associa 2,7 segundos dos 0 aos 100 km/h, ou 2,5 segundos com medição “1-foot rollout”. O GT 55 SUV usa a mesma arquitetura de três motores, mas fica pelos 600 kW (816 CV) e 1.860 Nm, com 3,1 segundos na mesma aceleração.
Em potência contínua, os dois declaram exatamente o mesmo valor: 530 kW (721 CV).
A entrada de gama faz-se com o GT 53 SUV, que troca o fluxo axial por dois motores síncronos, um por eixo, com 400 kW (544 CV) combinados e 270 kW em regime contínuo. Só existe com a bateria de 106 kWh e anuncia entre 597 e 668 km de autonomia WLTP em ciclo combinado; no GT 63 com 128 kWh, o intervalo passa para 620 a 700 km.
Mercedes-AMG GT SUV
Motor de reforço à frente, duas velocidades atrás
Nos GT 63 e GT 55, o eixo traseiro recebe dois motores de fluxo axial numa só caixa, cada um com a sua engrenagem planetária, o que permite distribuir o binário entre as duas rodas traseiras. À frente, o terceiro motor só entra quando é preciso mais potência ou tração, e uma unidade de desacoplamento desliga-o em carga reduzida para cortar perdas mecânicas.



O GT 53 aplica a mesma lógica ao motor síncrono dianteiro, mas acrescenta no eixo traseiro uma transmissão de duas velocidades, com uma primeira relação curta para arranques e cidade e uma segunda pensada para autoestrada a rotações baixas.
Suspensão ativa, chassis e som de V8
São 5.084 mm de comprimento, 2.001 mm de largura e até 2.715 kg de peso em vazio (DIN) para controlar. A suspensão AMG ACTIVE RIDE CONTROL+ substitui as barras estabilizadoras por elementos hidráulicos ativos que contrariam a inclinação lateral e longitudinal da carroçaria, apoiados em foles pneumáticos de três níveis e num reservatório de pressão de 8,2 litros. Segundo a informação internacional da marca, o sistema é de série no GT 63 e opcional no GT 55.
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A direção ativa do eixo traseiro, de série, vira as rodas até 6 graus em sentido contrário às dianteiras abaixo dos 80 km/h; acima dessa velocidade, acompanha-as até 1 grau. Os travões carbocerâmicos equipam de série o GT 63 e são opcionais no GT 55, enquanto o GT 53 usa travões de aço nos dois eixos.
Para o programa AMGFORCE Sport+, a AMG gravou o som real de motores V8 e de seis cilindros com 16 microfones, em mais de 100 medições feitas com carros como o Mercedes-AMG GT R. O V8 fica para o GT 63 e o GT 55, o seis cilindros para o GT 53, e o programa acrescenta passagens de caixa simuladas nas patilhas e vibração nos bancos. “SUV na forma. GT por natureza”, resumiu Stefan Weckbach, presidente do Conselho de Administração da Mercedes-AMG.
Encomendas e produção em Sindelfingen
O GT 53 SUV pode ser encomendado a partir de 20 de outubro, e o GT 63 e o GT 55 chegam na primavera de 2027. Na Alemanha, o preço de partida do GT 53 SUV é de 113.050 euros, valor recomendado com IVA a 19%. A Mercedes-Benz Portugal ainda não divulgou o preço para o mercado nacional.
A montagem decorre no pavilhão 32 da fábrica de Sindelfingen, fundada em 1915 e adaptada para a arquitetura AMG.EA.
Fontes: Mercedes-Benz Portugal, comunicado de imprensa, 19 de outubro de 2026; Mercedes-Benz Media, comunicado internacional do Mercedes-AMG GT SUV, 17 de outubro de 2026.




