Os SUV elétricos da Deepal, marca do grupo Changan, pagam 30% de tarifas para entrar na Europa. Uma fábrica em Espanha resolve o problema.
Ouve o resumo do artigo:
Áudio gerado por IA
Neste artigo:
Tarifas à entrada da Europa pesam nos modelos Deepal
A Changan Automobile está a estudar a abertura de uma unidade de produção em Espanha, segundo fontes próximas do processo citadas pela Bloomberg. A localização mais provável fica no norte do país, com a região de Aragão a ser considerada como uma das opções concretas. Nenhuma decisão foi ainda tomada.
O contexto é direto: os elétricos a bateria importados da China estão sujeitos, desde 2024, a uma sobretaxa europeia que se soma à tarifa padrão de 10%. No caso da Changan, a taxa adicional é de 20 pontos percentuais.
Os modelos afetados são o Deepal S05 e o S07, dois SUV de segmento médio que a marca lançou na Europa e que chegam aos clientes com um custo de importação de 30%.
Planos europeus da Changan passam por oito modelos novos até 2027
Produzir localmente não é uma opção defensiva. A Changan tem planos de expansão na Europa que tornam a questão das tarifas ainda mais premente.

Infografia gerada por IA
Segundo a Bloomberg, o fabricante prevê lançar oito modelos novos no mercado europeu nos próximos três anos e investir dois mil milhões de euros na região até 2030.
Espanha já tem outros fabricantes chineses instalados
Aragão não seria o primeiro território espanhol a receber produção de origem chinesa. A Leapmotor já planeia fabricar automóveis na fábrica da Stellantis em Saragoça, ainda este ano.
A Chery tem uma parceria com a Ebro Motors para montar carros numa antiga fábrica da Nissan em Barcelona. A Santana Motors tem acordos de montagem.
Espanha é o segundo maior produtor automóvel da Europa, com uma rede consolidada de fornecedores e custos de energia relativamente baixos. A Volkswagen, a Renault e a Ford têm fábricas no país.
Já conheces?
Madrid tem colocado uma condição às empresas que querem instalar-se: transferência de tecnologia e investimento em investigação e desenvolvimento, não apenas montagem final.
Pedro Sanchez em Beijing
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, esteve em Beijing precisamente esta semana, na sua quarta visita à China em pouco mais de três anos. Entre as reuniões que realizou constava um encontro com o presidente da Changan, Zhu Huarong, e outros executivos chineses.
A visita de Sanchez insere-se numa estratégia declarada de aprofundamento das relações económicas com a Ásia.
s conversações em Pequim incluíram também pedidos chineses para que Espanha bloqueie o Industrial Accelerator Act, um regulamento da Comissão Europeia apresentado no mês passado para apoiar empresas europeias afetadas pelas exportações chinesas desde a pandemia.






