O CEO da Polestar, Michael Lohscheller, publicou no LinkedIn um artigo onde defende a existência de um novo tipo de ansiedade: a “pump anxiety”.
Ouve o resumo do artigo:
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Neste artigo:
A ansiedade da bomba de gasolina
Numa semana de nova subida dos preços dos combustíveis na Europa, Lohscheller introduziu o conceito de “pump anxiety” para descrever o que considera ser o novo medo da mobilidade convencional. “O que está realmente a acontecer é uma mudança do que era conhecido como ‘ansiedade de autonomia’ para ‘ansiedade de bomba'”, escreveu.

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O argumento é direto: quem conduz um elétrico sabe quanto pagou pela carga que fez em casa. Quem vai a um posto de combustível não controla o preço que vai encontrar. A range anxiety que durante anos funcionou como travão à adoção de elétricos perdeu o lugar para uma inquietação diferente, do outro lado da questão.
Políticas de curto prazo que não resolvem nada
Lohscheller não poupa as medidas fiscais de alívio ao preço dos combustíveis. “Têm um impacto temporário e não têm qualquer influência no comportamento dos consumidores”, escreveu.
Os decisores políticos, acusa, “focam-se demasiadas vezes em gerar ganhos de curto prazo nas carteiras dos eleitores”. Cada cêntimo subsidiado no litro é, na sua visão, dinheiro investido em prolongar uma dependência que considera incompatível com a segurança energética europeia.

Já conheces?
“Enquanto a nossa mobilidade continuar viciada e dependente do petróleo, essa resiliência continuará fragilizada e repetidamente testada”, escreveu.
O elétrico como resposta à volatilidade dos preços
“O que está realmente a acontecer é uma mudança do que era conhecido como ‘ansiedade de autonomia’ para ‘ansiedade de bomba’.”
Michael Lohscheller, CEO, Polestar
Para Lohscheller, os condutores de carros elétricos já têm o que os condutores de combustão não têm: previsibilidade. “Para os condutores de carro elétrico, autonomia e carregamento deixaram de ser as barreiras que eram”, escreveu.
A escolha que a Polestar propõe ao cliente não é entre elétrico e combustão. “É escolher praticidade, resiliência e facilidade de uso, em vez de escolher o passado”, escreve o responsável. Se há alguns anos atrás essa escolha era difícil, hoje Lohscheller considera-a óbvia.
Um argumento que vai além dos carros
“Em vez de investir na supressão de curto prazo dos preços da gasolina, como parte de um sistema baseado na escassez e no esgotamento, está na hora de ouvir o que os especialistas têm dito há décadas”, escreveu.
O investimento que defende vai para infraestrutura que reforce a resiliência energética europeia, não para conter o custo do petróleo nas bombas.
“Isto já não é apenas sobre carros. É sobre construir um sistema em que as pessoas possam confiar”, escreveu Lohscheller.






