Esquema de distribuição de energia do Efacec Charging Hub Esquema de distribuição de energia do Efacec Charging Hub

Efacec Charging Hub: 1,6 MW repartidos por até 16 saídas DC

Até 1,6 MW de potência e 16 saídas em corrente contínua a partir de um único equipamento. É esta a base do Charging Hub, a plataforma modular de carregamento de alta potência que a Efacec desenhou para frotas, veículos pesados e locais com muito tráfego ou paragens longas.

Ouve o resumo do artigo:

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Resumo
1,6 MW e até 16 saídas DC num só hub
Assenta em unidades modulares de 800 kW e cresce em degraus de 40 kW.
Quatro quiosques, de 2x 250 A a 1x 700 A
Active Boost Mode de série; a Efacec não publica a potência de cada quiosque em kW.
Um só fornecedor, da média tensão ao veículo
Solução MV-to-DC com engenharia de ligação à rede e software EVCore de gestão e monitorização.
Preparado para o MCS a 1000 V dos pesados
Sem prazo anunciado. O AFIR pede 2800 kW por parque de pesados na rede principal até ao fim de 2027.

Carregamento de alta potência em blocos de 40 kW

800 kW é a potência de cada unidade de potência modular em que assenta o Efacec Charging Hub. O teto de 1,6 MW equivale a duas destas unidades, e é a partir delas que o operador configura a instalação e a expande de acordo com os requisitos de cada local.

Esquema de distribuição de energia do Efacec Charging Hub
O Charging Hub da Efacec é pensado para frotas e camiões ©Efacec

Dentro de cada unidade, o degrau mínimo é de 40 kW. A potência instalada cresce nesses incrementos, o que permite ajustar o equipamento ao número de veículos que um parque recebe hoje e voltar a mexer-lhe quando a frota aumentar.

A empresa não detalha, no comunicado, como reparte a potência quando as 16 saídas estão ocupadas ao mesmo tempo. Também não esclarece se essa repartição é dinâmica, em função do que cada veículo aceita. A divisão simples dá 100 kW por saída, um cálculo do EVMag que serve apenas como ordem de grandeza.

Quiosques entre 250 A e 700 A

Os pontos onde o condutor liga o carro são quiosques distribuídos, com uma ou duas saídas cada. Há quatro configurações, definidas pela corrente contínua permanente que suportam: 2x 250 A, 2x 375 A, 2x 500 A e 1x 700 A. Todas trazem de série o Active Boost Mode, um modo certificado que admite correntes acima destes valores para encurtar o carregamento, sem que a Efacec diga em quanto nem durante quanto tempo.

A Efacec apresenta os quiosques em amperes e não publica a potência máxima de cada um em quilowatts, que dependerá sempre da tensão da bateria do veículo ligado.

Da média tensão ao veículo

Além do equipamento de carregamento, o Charging Hub pode ser fornecido como solução “MV-to-DC”, da média tensão à corrente contínua. O pacote junta infraestrutura de média tensão, carregadores, automação e integração com a rede elétrica, e a empresa acrescenta engenharia para a interligação no ponto de ligação à rede e para estudos de integração até 1,6 MW.

Com um único fornecedor para toda a infraestrutura elétrica, o cliente reduz “as interfaces entre diferentes fornecedores” e simplifica o desenho e a execução do projeto, argumenta a Efacec em comunicado.

Do lado do software, o sistema trabalha com a família EVCore, também da Efacec: o EVCore CPMS, o EVCore LMS e a nova plataforma EVCore Asset Management. As três ferramentas tratam da gestão da infraestrutura de carregamento, da otimização da carga e da monitorização dos ativos.

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Pesados e as metas do AFIR

Para camiões, a plataforma fica preparada para receber no futuro o MCS a 1000 V, o sistema de carregamento em megawatts pensado para veículos pesados. O comunicado não indica prazo para essa implementação.

O regulamento europeu AFIR fixa metas concretas para os pesados elétricos. Até 31 de dezembro de 2027, metade da rede transeuropeia de transportes (RTE-T) tem de ter parques de carregamento dedicados a estes veículos, com um máximo de 120 km entre eles; na rede principal, cada parque tem de somar pelo menos 2800 kW e dois pontos de 350 kW ou mais.

Um Charging Hub sozinho fica abaixo desse patamar, enquanto dois chegam aos 3,2 MW. No fim de 2030, a exigência na rede principal passa para 3600 kW por parque, com um parque a cada 60 km no máximo.

O MAX da i-charging

A mesma fasquia de 1,6 MW já tem outro fabricante português no mercado. A i-charging, do Porto, apresentou o MAX em fevereiro e anunciou em julho o início das entregas comerciais, com as primeiras instalações em Portugal e encomendas vindas da Alemanha e da Suíça.

No MAX, a potência é distribuída em tempo real, em degraus de 50 kW, por até oito veículos ligados em simultâneo.

PRR, Mutares e França

O desenvolvimento do Charging Hub teve apoio da Aliança para a Transição Energética, cofinanciada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A Efacec coloca o novo sistema “entre as soluções de carregamento distribuído de veículos elétricos de maior potência” disponíveis no mercado.

Nacionalizada em 2020, a empresa foi comprada há três anos pelo fundo alemão Mutares, que, segundo o ECO, está a explorar opções para a Efacec, incluindo a venda ou a entrada na bolsa de Lisboa. Em maio, a empresa liderada por Michael Barroso da Silva ganhou um contrato de “várias centenas de milhões” com o principal operador da rede de distribuição de eletricidade em França..

Fontes: Efacec, comunicado de lançamento do Charging Hub; ECO, 22 de setembro de 2026; Comissão Europeia, European Alternative Fuels Observatory, metas do AFIR; Comissão Europeia, metas do AFIR para pesados em 2027 e 2030; i-charging, via Business Wire, entregas comerciais do MAX; Charged EVs, encomendas do MAX; electrive, apresentação do MAX.

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