A BMW já entregou dois milhões de carros elétricos, desde 2013, e o número redondo foi alcançado no mesmo mês em que o BMW i3 entrou em produção em Munique. No primeiro semestre, os modelos a bateria valeram 28% das vendas na Europa.
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Dois milhões desde o primeiro i3
O ponto de partida da contagem é o i3 original, o citadino de estrutura em fibra de carbono que a BMW pôs à venda no final de 2013 e cujo nome regressa agora na berlina da plataforma Neue Klasse. Treze anos separam a primeira unidade da segunda milionésima.

A unidade que fechou a contagem foi um i5 M60 xDrive, produzido na fábrica de Dingolfing e entregue a um cliente em Espanha. O consumo declarado do modelo situa-se entre 19,4 e 19,5 kWh aos 100 km em ciclo WLTP combinado.
O iX3 puxa as encomendas na Europa
No segundo trimestre, as vendas europeias de elétricos do grupo subiram 38%, para 81.445 unidades. A BMW atribui o salto à disponibilidade crescente do iX3, o primeiro modelo de série construído sobre a Neue Klasse.
Desde a estreia mundial do SUV, uma em cada três encomendas de BMW elétricos na Europa é de um iX3, e dentro da família X3 metade dos pedidos já vai para a versão a bateria. As encomendas do modelo aproximam-se das 100.000. Em Portugal, o iX3 xDrive custa 72.900 euros com IVA, anuncia 805 km de autonomia em ciclo WLTP combinado e aceita carregamento em corrente contínua até 400 kW. Com 345 kW de potência e tração integral elétrica, cumpre os 0 aos 100 km/h em 4,9 segundos.
O SUV sai da fábrica húngara de Debrecen, construída para operar sem recurso a combustíveis fósseis, e a marca contabiliza um terço de materiais reciclados na sua composição. Suporta descarga bidirecional nos modos V2L e V2H. O modo V2G, que devolve energia à rede, continua indisponível em Portugal.
“A venda de dois milhões de BEV sublinha a forma como os modelos BMW e MINI estão a conquistar clientes em todo o mundo”, afirmou Jochen Goller, membro do conselho de administração da BMW AG responsável por clientes, marcas e vendas.
Cinco estrelas no protocolo Euro NCAP de 2026
Em julho, o iX3 50 xDrive foi um dos dois primeiros automóveis avaliados pelo protocolo revisto do Euro NCAP, que reorganizou os ensaios em quatro etapas. Fechou com cinco estrelas e 73% em condução segura, 83% em prevenção de colisão e 86% em proteção em caso de colisão, com a nota mais alta, 95%, a chegar na etapa de pós-colisão. O outro modelo avaliado foi o Zeekr 7GT, também com cinco estrelas.

Foi precisamente no pós-colisão que o SUV alemão registou o resultado mais relevante para o momento. A arquitetura de alta tensão isolou a bateria sem falhas em todos os ensaios, e os puxadores elétricos das portas mantiveram-se operacionais depois do impacto, com desbloqueio manual acessível. O mecanismo de abertura de portas é o objeto da maior campanha de recolha alguma vez feita na China, que abrange quase três milhões de Tesla e outros fabricantes.
Quota de 28% num mercado europeu nos 20,7%
Contabilizados os seis primeiros meses do ano, os automóveis a bateria representaram 28% das vendas do BMW Group no continente europeu. É a métrica que a marca escolheu para enquadrar o marco dos dois milhões.
Na União Europeia registaram-se 1.220.890 matrículas de veículos elétricos a bateria no mesmo período, o equivalente a 20,7% do total, segundo os dados da ACEA. Um ano antes eram 15,6%. O crescimento veio sobretudo de França, com uma subida de 62,9%, da Alemanha, com 48%, e da Dinamarca, com 41,2%.
As duas medidas não cobrem exatamente o mesmo território, porque a BMW fala em Europa e a ACEA contabiliza apenas a União Europeia. A comparação serve para situar a marca acima da média do mercado onde vende, não para medir uma contra a outra ao decimal. Em Portugal, a quota de elétricos fechou o semestre nos 25,3%.
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Produção do i3 arrancou em Munique
A fábrica de Munique começou a produzir o novo i3 em agosto, segundo modelo de série da Neue Klasse depois do iX3. A partir de 2027, a unidade passa a produzir exclusivamente modelos desta plataforma, todos elétricos.
“O segundo modelo Neue Klasse, o BMW i3, está já a registar uma procura forte desde que as encomendas abriram, antes do lançamento comercial”, acrescentou Goller.
Chegada a Portugal marcada para o outono
A BMW Portugal aponta o outono deste ano para a chegada do i3 ao mercado nacional, poucos meses depois do iX3, cujas primeiras unidades ficaram disponíveis em março. O intervalo entre os dois lançamentos é o mais curto que a marca praticou numa ofensiva elétrica em Portugal.
O nome regressa a um carro diferente daquele que o estreou. A BMW posiciona o novo i3 na linhagem do Série 3, invocando a essência desportiva do modelo, e não como sucessor do citadino de 2013 que abriu a contagem dos dois milhões.
A BMW não fixou homologação WLTP vinculativa para o modelo à data do comunicado, e ressalva que os números finais dependem de carga, estilo de condução, percurso, condições meteorológicas, consumos auxiliares, pneus e idade da bateria. O próximo retrato do mercado europeu que permitirá medir o efeito destes lançamentos chega a 24 de setembro, data em que a ACEA publica os dados de agosto. Julho não teve comunicado, por pausa de verão.
Fontes: BMW Group, comunicado de 27 de agosto de 2026; BMW Group Portugal, apresentação do novo BMW i3; Euro NCAP, resultados do BMW iX3 e do Zeekr 7GT sob o protocolo de 2026, 8 de julho de 2026; ACEA, matrículas de automóveis novos no primeiro semestre de 2026; ACEA, calendário de comunicados estatísticos de 2026; EVMag, preço do BMW iX3 em Portugal; EVMag, recolha da Tesla e mecanismos de abertura de portas.




