Audi A2 e-tron, Volkswagen ID. Cross e ID. Polo GTI: os três elétricos estrearam-se em Portugal esta sexta-feira, no 10.º Salão do Automóvel Híbrido e Elétrico (SAHE), no Porto.
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Do Salão de Paris para o Porto
Em Paris, onde o Mondial de l’Auto abriu à imprensa a 12 de outubro, o A2 e-tron fez a primeira aparição num salão internacional, na mesma semana estreia-se em Portugal. O ID. Cross subiu ao palco do Grupo Volkswagen com o ID. Polo, o Cupra Raval e o Škoda Epiq, os quatro elétricos urbanos que se mostraram juntos pela primeira vez.

Foi também na capital francesa que o smart #2 teve estreia mundial e que a Mercedes-Benz mostrou o novo Classe C elétrico. Os dois estão agora na Alfândega, no pavilhão de um concessionário do Porto, embora o smart #2 apenas em formato informativo.
Audi A2 e-tron em quatro níveis de potência
Quatro versões compõem a gama do A2 e-tron em Portugal, com 12.500 euros a separar a de entrada da mais cara. A versão base junta a bateria de 52 kWh a um motor de 125 kW (170 cv) e anuncia 421 km de autonomia combinada WLTP. Por 42.500 euros, a performance passa para 61 kWh e 140 kW (190 cv), chegando aos 499 km.
As duas versões de topo partilham a bateria de 84 kWh. A performance plus custa 49.500 euros, tem 170 kW (231 cv) e homologa 617 km; por mais 2.000 euros, a performance pro dispõe de 240 kW (326 cv) e ganha 11 km em ciclo combinado, ficando nos 628 km, mas em cidade perde para a plus, com 778 km contra 792 km.

A Audi apresentou o A2 e-tron como o modelo mais eficiente da sua história, com consumos entre 12,8 e 14,2 kWh/100 km e um coeficiente aerodinâmico de 0,24. Em corrente contínua, a potência de carregamento varia entre 100 e 183 kW consoante a versão, e a de entrada recupera dos 10 aos 80% em 24 minutos. Os números foram mostrados por Marília Machado dos Santos, diretora-geral da Audi.
Launch Edition limitada a 120 unidades
Antes da gama regular, chegam duas Launch Edition com preço anunciado sem IVA. A Versão Launch custa 31.990 euros mais IVA, o que dá 39.348 euros à taxa de 23%, e inclui pintura metalizada, bancos Sport em tecido preto, jantes Audi Sport de 19 polegadas, Pacote Tech, chave digital e vidros traseiros escurecidos.
Na Versão Design, que custa 32.990 euros mais IVA (40.578 euros com IVA), somam-se o pacote S line Exterior e os faróis LED Matrix.
São 120 unidades no total em Portugal, com as primeiras previstas para fevereiro de 2027.
Bagageira de 396 litros e energia para casa
Na traseira cabem 396 litros, ou 1.336 litros com os bancos rebatidos, e à frente há uma bagageira de 13 litros pensada para o cabo de carregamento.
Além de alimentar equipamentos externos através da função V2L, o A2 e-tron consegue fornecer energia a uma habitação por meio de uma wallbox DC, em modo V2H, o que estará disponível brevemente em Portugal.
No habitáculo, a marca destacou o head-up display com realidade aumentada, a abertura elétrica das portas e um compartimento para dois smartphones com carregamento sem fios compatível com MagSafe e refrigeração.
Volkswagen ID. Cross abaixo dos 28 mil euros
Se a escolha for a versão Trend, o ID. Cross apresentado no SAHE custa 27.925 euros, com bateria de 37 kWh e 116 cv, jantes de aço de 17 polegadas, ar condicionado automático, assistentes de manutenção e mudança de faixa e sensores de estacionamento à frente e atrás.
A Life, desde 31.820 euros, e a Style, desde 35.150 euros, podem ter 135 cv com a mesma bateria ou 211 cv com a de 52 kWh. Faróis LED Matrix, bancos dianteiros aquecidos, ar condicionado de duas zonas e iluminação ambiente de 30 cores ficam reservados à Style.
Para já, a Volkswagen abriu as pré-vendas com duas edições limitadas de lançamento, ambas com 52 kWh, 211 cv e dez anos de garantia da bateria. A F1RST custa 29.230 euros mais IVA (35.953 euros com IVA); a F1RST+, por 33.200 euros mais IVA (40.836 euros), junta bancos dianteiros elétricos com memória e massagem, Park Assist Pro, Travel Assist e bola de reboque amovível.
ID. Polo GTI com encomendas abertas
Com 226 cv e 290 Nm, o ID. Polo GTI acelera dos 0 aos 100 km/h em 6,8 segundos e atinge 190 km/h de velocidade máxima. A bateria de 52 kWh dá-lhe 431 km de autonomia WLTP.
As encomendas abriram a 16 de outubro, com preço desde 32.356 euros mais IVA, ou seja, 39.798 euros com IVA. De série, o GTI traz suspensão adaptativa DCC, jantes Cape Town de 19 polegadas, bancos dianteiros desportivos aquecidos, cruise control adaptativo, Side Assist e faróis IQ.LIGHT LED Matrix. As primeiras entregas acontecem no primeiro trimestre de 2027.

Botões físicos de volta aos Volkswagen
“Em Portugal, nós estamos focados em fazer a Volkswagen crescer”, afirmou ao EVMag Ricardo Vieira, diretor-geral da Volkswagen Portugal, à margem da apresentação. A meta para os próximos anos passa por ganhar vendas e quota de mercado, com uma gama que mistura modelos novos e renovados.
Questionado sobre o regresso dos comandos físicos ao interior dos modelos da marca, o responsável atribuiu a mudança aos clientes. “A digitalização e a inovação tecnológica é importante, mas os clientes dizem ‘ok, calma’, porque há alguns aspetos em que nós continuamos a achar muito mais funcional, por exemplo, ter botões físicos no volante”, disse.
Ricardo Vieira reconheceu que a Volkswagen tinha ido “um pouco longe demais” e que fez “uma correção”.
Classe C elétrico e smart #2 no pavilhão Mercedes-Benz
Num pavilhão próprio, a Sociedade Comercial C. Santos, concessionário Mercedes-Benz e smart, expõe o novo Classe C 400 4MATIC elétrico. Construída sobre a plataforma MB.EA, com arquitetura de 800 V, a berlina tem 360 kW (489 cv) e tração integral, cumpre os 0 aos 100 km/h em 4,1 segundos e homologa até 760 km de autonomia, sendo capaz de recuperar cerca de 320 km em 10 minutos num posto de 330 kW.
Ao lado estão o GLC EQ 400 4MATIC, o GLB 250+ e a CLA 250+ Shooting Brake, todos elétricos, além dos smart #1, #3 e #5.

“Este ano trazemos novidades de enorme relevância, como o novo Classe C elétrico”, afirmou Rui Santos da Cunha, chefe de vendas de veículos ligeiros de passageiros da Sociedade Comercial C. Santos.
O smart #2 ainda não está fisicamente no Porto e aguarda homologação europeia, mas o concessionário já divulga os números do citadino de dois lugares: 2,74 metros de comprimento, bateria LFP de 35,8 kWh, até 290 km de autonomia estimada e preço desde 19.990 euros.
Marta Lobato, responsável pelo marketing da smart, explicou que o regresso ao formato original pretende responder a uma procura que continua a existir, apesar do crescimento da gama da marca nos últimos anos. “O nosso objetivo foi responder às necessidades do consumidor atual”, afirmou, acrescentando que a smart “não esqueceu as suas origens” e decidiu voltar a apostar num modelo de dois lugares.
Geely mostra-se ao público pela primeira vez
Três semanas depois do lançamento comercial em Portugal, a Geely usa o SAHE para se apresentar pela primeira vez ao público português. No stand está a gama completa com que a marca chinesa chegou ao mercado a 24 de setembro, pela mão do Grupo Salvador Caetano: os elétricos E2 e E5 e o híbrido plug-in Starray EM-i.
Dos 13 pontos de venda da fase de arranque, quatro abriram agora, e nenhum funciona sem oficina. Segundo Rafaela Martins, responsável comercial da Geely em Portugal, a regra imposta pela marca e pelo importador é abrir o stand e o pós-venda em simultâneo, com viaturas de cortesia disponíveis desde o primeiro dia.
A meta de 1.000 matrículas até ao fim de 2026 mantém-se, mas pode escorregar um mês: os carros destinados a Portugal têm de sair agora da fábrica, os modelos estão com muita procura e a confirmação das unidades só chega no fim de outubro. Para já, a rede soma cerca de 300 encomendas. “Vai ser um último trimestre muito ambicioso, mas nós estamos cá para isso”, disse.
Sobre produção na Europa, nada está confirmado, embora Rafaela Martins acredite que uma marca com esta ambição na Europa acabará por fabricar no continente; recorde-se que a Geely tem um acordo com a Ford para dispor de uma fábrica em solo europeu.
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Aion conta fechar o ano com 450 unidades
Entre o SUV Aion V, lançado em setembro de 2025, e o compacto Aion UT, que chegou em maio, a marca elétrica da GAC conta vender cerca de 450 unidades em Portugal este ano, adiantou ao EVMag Rui Costa, country manager da Aion, representada no país pelo Grupo JAP.
A rede tem 10 pontos de venda e deverá chegar aos 12 ou 13 com as aberturas previstas em Gaia e Braga no início de 2027, ano em que o UT, montado pela Magna em Graz, na Áustria, ganha uma versão Cross e uma bateria de entrada de 40 kWh, abaixo dos 60 kWh atuais.

Ainda em 2027, com lançamento apontado ao terceiro trimestre, está praticamente confirmado um modelo do segmento D mostrado no Salão de Paris.
O SAHE fica aberto até domingo
No total, o 10.º SAHE reúne 18 novidades absolutas para o mercado português, oito delas lançamentos nacionais, entre os quais o BMW i3, o Cupra Raval Extreme VZ e os Leapmotor B05 e B03X. A organização, a cargo da Zest Marketing e Eventos, conta mais de 60 expositores e lembra que a edição do ano passado recebeu mais de 22 mil visitantes, responsáveis por mais de 2.500 test drives.
“A atual situação de crise energética lembra-nos o preço de continuarmos dependentes dos combustíveis fósseis. Por isso, mudar para a mobilidade elétrica já não é uma escolha para o futuro: é uma urgência do presente”, afirmou em comunicado José Oliveira, diretor do salão.
O SAHE funciona das 10h00 às 20h00 até domingo, 18 de outubro, com bilhetes a 10 euros.
Fontes: apresentações da Audi e da Volkswagen no SAHE, Porto, 16 de outubro de 2026, e declarações de Ricardo Vieira, Marta Lobato, Rafaela Martins e Rui Costa recolhidas pelo EVMag; comunicado da Sociedade Comercial C. Santos, 16 de outubro de 2026; Audi, A2 e-tron no Salão de Paris; smart, estreia mundial do smart #2; IAA Mobility, elétricos no Salão de Paris; SAHE, comunicado de abertura do 10.º SAHE; SAHE, novidades e estreias do 10.º SAHE; GAC Portugal, lançamento do Aion UT.




