O Polestar 4 fotografado junto à Casa de Chá da Boa Nova O Polestar 4 fotografado junto à Casa de Chá da Boa Nova

Polestar com o melhor primeiro trimestre de sempre

A Polestar teve o seu melhor primeiro trimestre de sempre a nível global e em Portugal.

A Polestar entregou 13.126 veículos nos primeiros três meses do ano, o valor mais alto alguma vez registado num primeiro trimestre.

Ouve o resumo do artigo:

Áudio gerado por IA

Resumo
13.126 vendas: melhor Q1 de sempre
Crescimento de 7% face ao mesmo trimestre de 2025, depois de um ano recorde com 60.119 unidades.
Usados disparam 47% num único trimestre
Guerra no Irão disparou preços dos combustíveis e empurrou compradores sensíveis ao preço para os elétricos usados.
Portugal: 136 entregas e +24% face a 2025
Nos primeiros dois meses, a marca cresceu 80% contra os 26% do mercado elétrico total.
Rede de retalho duplicou em 12 meses
De 154 para 230 pontos de venda. Meta de 250 até ao final de 2026, mais 20% face ao fecho do ano anterior.

Vendas globais sobem 7% num contexto geopolítico instável

Em todo o primeiro trimestre de 2025, a Polestar tinha vendido 12.263 carros. Agora, com 13.126 unidades entregues, a Polestar fecha o Q1 2026 com um novo máximo histórico para o período, depois de um 2025 que já tinha sido um ano recorde com cerca de 60.119 veículos vendidos globalmente.

O desempenho foi sustentado por vários mercados-chave. Alemanha, Reino Unido, Suécia, Austrália e Coreia do Sul foram os territórios com maior expressão. No Reino Unido, principal mercado europeu da marca, foram matriculados 4.151 veículos no trimestre, um crescimento de 12,3% face ao mesmo período de 2025. Na Alemanha, o aumento chegou aos 50%.

“Após um 2025 recorde, atingimos o nosso melhor primeiro trimestre de sempre com 13.126 carros. O crescimento face ao mesmo período do ano passado totalizou 7%, com um desempenho forte em mercados-chave como a Austrália, a Alemanha, a Suécia, a Coreia do Sul e o Reino Unido”, afirmou Michael Lohscheller, CEO da Polestar, acrescentando que “o nosso desempenho no primeiro trimestre revelou resiliência, com condições de mercado a tornarem-se mais desafiantes no contexto dos desenvolvimentos geopolíticos em curso”.


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Usados crescem mais do que novos: guerra no Irão acelera a mudança

As vendas de usados Polestar cresceram 47% no primeiro trimestre. Os novos ficaram pelos 7%. A diferença tem uma explicação imediata: o conflito no Irão fez disparar os preços da gasolina e do gasóleo na Europa, e parte dos condutores que começou a olhar para os elétricos chegou com o critério do preço à cabeça. Plataformas de venda automóvel online já tinham reportado à Reuters no mês passado este efeito sobre os elétricos usados.

“Após um 2025 recorde, atingimos o nosso melhor primeiro trimestre de sempre com 13.126 carros. O crescimento face ao mesmo período do ano passado totalizou 7%.”

Michael Lohscheller CEO, Polestar

“Os usados estão a crescer mais depressa do que os novos, sobretudo porque há muitas pessoas que chegam agora e dizem: ‘somos pessoas sensíveis ao preço, olhamos para os elétricos e preferimos os usados'”, disse Lohscheller à Reuters.

Portugal: 136 unidades no trimestre e quarto ano consecutivo de crescimento à vista

Os dados nacionais acompanham a tendência global. No primeiro trimestre de 2026, a Polestar Portugal entregou 136 unidades, um aumento de 24% face ao período homólogo. O resultado surge na continuidade de um 2025 histórico, em que a marca superou pela primeira vez as 500 matrículas anuais em Portugal, com um crescimento entre 65% e 69% face a 2024.

Polestar recorde infografia

Infografia gerada por IA

No arranque do ano, o desempenho foi ainda mais pronunciado. Nos dois primeiros meses, a Polestar cresceu 80,4% em Portugal, contra os 26% registados pelo mercado total de veículos elétricos no mesmo período, segundo dados da ACAP. As 83 matrículas entre janeiro e fevereiro colocaram a marca a par da Porsche (82 unidades) e muito próxima da Audi (94 unidades) no segmento elétrico premium.

“Entrámos muito bem em 2026, um ano em que temos metas ambiciosas e no qual esperamos alcançar o nosso quarto ano consecutivo de crescimento”, afirmou Miguel Pinto, Managing Director da Polestar Portugal.

Europa como âncora estratégica e pressão das tarifas americanas

Em 2025, mais de 46.000 dos cerca de 60.119 veículos entregues foram registados na Europa, entre 77% e 78% do total. Nos Estados Unidos, o trimestre terminou com 735 unidades vendidas, 5,6% das vendas globais. No mesmo período de 2025 era 11,1%.

O Polestar 4 fotografado junto à Casa de Chá da Boa Nova
O Polestar 4 e a Casa de Chá da Boa Nova, de Álvaro Siza. Duas peças de design @EVMag.pt

A produção continua concentrada na Ásia, o que cria fricção com as tarifas americanas. A Polestar está a reorganizar cadeias de fornecimento e a transferir produção para os Estados Unidos para reduzir essa exposição. No lado europeu, a marca já confirmou que o Polestar 7, o SUV compacto previsto para 2028, será fabricado na Europa.

Rede de retalho cresceu 50% e gama em expansão até 2028

No final do primeiro trimestre de 2025, a Polestar operava 154 pontos de venda. No final do Q1 2026 são 230, um aumento de 50% em doze meses. A meta para o final do ano é chegar a aproximadamente 250 localizações, o que representa um crescimento adicional de 20% face ao fecho de 2025.

A linha de produtos atual inclui o Polestar 2, o Polestar 3, o Polestar 4 e o Polestar 5. Em fevereiro, a marca anunciou versões renovadas do Polestar 2 e do Polestar 4 para os próximos meses. Para mais adiante estão previstos o Polestar 6 (roadster) e o Polestar 7, previsto para 2028 e com produção planeada na Europa.

A Polestar reviu em baixa a sua projeção de crescimento para 2026, passando para um objetivo de crescimento “baixo de dois dígitos”, o que implica um volume entre 66.000 e 69.000 unidades. O detalhe do outlook será divulgado com os resultados do quarto trimestre, a apresentar ainda antes do final de abril.

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