São 2.500 carregadores rápidos e ultrarrápidos e um único sistema a geri-los. A rede que a Iberdrola | bp pulse opera em Portugal e Espanha passou a correr sobre a plataforma da Driivz, uma empresa de software norte-americana do grupo Vontier.
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Quem gere a rede ibérica
A Iberdrola | bp pulse é uma joint venture a 50/50 entre a elétrica espanhola Iberdrola e a bp pulse, o braço de carregamento da petrolífera britânica bp. Nasceu para instalar carregamento público de alta potência na Península Ibérica e diz ser o maior operador de pontos de carregamento da região.
O acordo, anunciado a 1 de julho, entrega à Driivz a gestão e a otimização desses 2.500 carregadores rápidos e ultrarrápidos. Com esta mudança, a Iberdrola | bp pulse passa a concentrar numa só camada de software uma operação que estava dividida por vários sistemas e por hardware de fornecedores diferentes.

A plataforma passa a dar leitura em tempo real da disponibilidade dos postos, do tempo de funcionamento, do desempenho do equipamento e dos padrões de carga. A rede que agora muda de gestão é alimentada por energia inteiramente renovável.
Fiabilidade à frente da expansão
Durante anos, o setor mediu-se pelo número de tomadas instaladas. O relatório que a Driivz publicou este ano aponta noutra direção, da corrida à expansão para a rentabilidade construída sobre dados.
59% dos operadores colocam agora a fiabilidade e a estabilidade dos carregadores como o principal desafio da indústria, e a mesma percentagem identifica o aumento da utilização como o fator que mais pesa na rentabilidade. Mais de dois terços, 67%, consideram a inteligência artificial muito importante ou crítica para crescer.
A troca de prioridades tem tradução prática para o condutor português. Numa viagem entre Lisboa e o Algarve, um carregador ultrarrápido avariado ou ocupado pesa mais na decisão de comprar elétrico do que a existência, no papel, de mais um posto no mapa. É esse ponto, o da confiança na rede, que a monitorização em tempo real procura resolver.
A Driivz assenta a operação numa arquitetura aberta e numa gestão dinâmica de energia, capaz de multiplicar por seis a capacidade de um local através do equilíbrio automático de cargas.
É essa camada que o operador aponta como base para avançar mais tarde para o carregamento bidirecional (V2G) e para a carga coordenada entre postos, com o V2G a permitir que o carro devolva energia à rede nas horas de maior procura, função que ainda não está ativa aqui.
Já conheces?
A plataforma por trás da rede
A Driivz não é um nome conhecido do condutor, mas está por trás de muitas redes. A empresa, sediada nos Estados Unidos e detida pela Vontier, um grupo de tecnologia industrial cotado em Nova Iorque e focado em mobilidade e energia, fornece software a operadores de carregamento em 36 países.
No total, gere mais de 3 milhões de pontos de carga, para clientes como a EVgo, a Shell, a Circle K e o grupo Volvo, sempre sobre uma plataforma que trabalha com equipamento de fabricantes diferentes.
“A experiência de carregamento sem atritos deixou de ser um fator de diferenciação, é o que o mercado já espera”, afirmou Shiri Levi-Laor, presidente executiva da Driivz.
A empresa fecha o acordo depois de assinar, nos primeiros meses do ano, contratos semelhantes com a rede da Dunamis Charge, nos Estados Unidos, e com a rede E-Charge da Duracell, no Reino Unido.
Iberdrola | bp pulse: “o mercado merece”
A joint venture combina a rede elétrica de uma das maiores utilities europeias com a operação de carregamento de uma petrolífera em transição para a mobilidade.
Federico Artes, diretor de Tecnologia e Operações da Iberdrola | bp pulse para a Península Ibérica, descreveu a mudança como uma decisão estratégica para entregar a fiabilidade que “o mercado ibérico merece” e resumiu a lógica do negócio numa frase: “num negócio em que cada carregador é um ativo que gera receita, não se gere o que não se mede”






