O modelo de entrada da gama elétrica da Audi chega ao mercado com o consumo mais baixo alguma vez homologado por um automóvel de série da marca. Na versão de 140 kW com o pacote de eficiência opcional, o Audi A2 e-tron declara 12,8 kWh aos 100 quilómetros em ciclo WLTP.
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Audi A2 e-tron: quatro potências, três baterias
A gama abre nos 125 kW e 350 Nm, com bateria de 52 kWh de capacidade bruta, 423 km de autonomia WLTP e 8,8 segundos dos 0 aos 100 km/h. Seguem-se os 140 kW e os 170 kW, ambos com o mesmo binário, e o topo de 240 kW com 545 Nm, que cumpre o mesmo exercício em 5,7 segundos. A velocidade máxima fica nos 160 km/h em toda a gama, exceto na versão mais potente, limitada aos 200 km/h.
As duas baterias mais pequenas usam células de lítio-ferro-fosfato em arquitetura cell-to-pack, com as células coladas diretamente à caixa. A de 84 kWh recorre a química de níquel-manganês-cobalto e a construção modular, e está reservada às versões de 170 e 240 kW.

Os 646 km de autonomia máxima pertencem ao 170 kW. Com a mesma bateria, o 240 kW fica-se pelos 630 km. Todas as versões têm tração traseira, motores síncronos de ímanes permanentes APP350 ou APP550 e eletrónica de potência com semicondutores de carboneto de silício.
Aerodinâmica com Cx de 0,24
Com um coeficiente de resistência aerodinâmica de 0,24, o A2 e-tron regista o melhor valor do segmento compacto da Audi. Contribuem para esse número a linha do tejadilho descendente sobre uma distância entre eixos de 2,77 metros, o fundo praticamente fechado, a entrada de ar dianteira controlada que permanece fechada em autoestrada e os chamados gap reducers integrados nas cavas das rodas, que estreitam a folga entre o pneu e a carroçaria.
Os puxadores das portas são elétricos, acionados por sensores, e encastram na linha lateral, com um acumulador próprio dentro da porta para garantir a abertura em caso de falha do sistema elétrico de bordo.
“Se queremos trazer de volta a ideia do A2 para uma nova era, a eficiência não pode ser um requisito entre muitos. Tem de ser o princípio orientador”, disse Gernot Döllner, CEO da Audi, na apresentação em Paris, em tradução do EVMag.
Carregamento DC até 183 kW
O pico de carregamento em corrente contínua chega aos 183 kW na bateria de 84 kWh, que cumpre o ciclo de 10 a 80% em 29 minutos. A de 52 kWh aceita 100 kW e completa o mesmo intervalo em 24 minutos; a de 61 kWh sobe para 105 kW e demora 26 minutos, segundo a tabela técnica do comunicado.
O carregamento bidirecional é opcional e divide-se em duas funções. O Vehicle-to-Load alimenta equipamentos externos a partir de uma tomada na bagageira ou de um adaptador ligado à porta de carregamento, desde que a bateria esteja acima dos 20%. Já o Vehicle-to-Home, que devolve energia à instalação doméstica através de uma wallbox DC compatível, está limitado à Alemanha, à Áustria e à Suíça.
Audi A2 e-tron
Interior, ecrãs e o sistema Fidlock
No habitáculo, o elemento central é o Softwrap, uma superfície forrada a tecido que corre do tablier às portas e se prolonga até à zona traseira. O tejadilho panorâmico em vidro, opcional, ocupa 1,6 metros quadrados. A bagageira leva 396 litros e chega aos 1.336 litros com os bancos traseiros rebatidos, aos quais se somam os 13 litros do compartimento dianteiro, de série nas versões de 170 e 240 kW.
De série, o ecrã panorâmico MMI junta um Audi virtual cockpit plus de 11,9 polegadas a um ecrã tátil curvo de 12,8 polegadas
O seletor de marchas passou para a coluna da direção, o que libertou espaço na consola central para um suporte de telemóvel com carregamento indutivo Qi 2.2, arrefecimento ativo e até 25 W para dois aparelhos em simultâneo. A Audi é a primeira marca premium a incluir de série o sistema de fixação magnética Fidlock, que prende porta-copos, sacos de cabos e cintas de amarração com uma só mão.
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Produção em Ingolstadt 21 meses mais cedo
O A2 e-tron chegou à estrada 21 meses mais cedo do que modelos equivalentes anteriores, resultado de processos de desenvolvimento encurtados e de maior maturidade do produto na pré-série. É fabricado em Ingolstadt, numa área de 110.000 metros quadrados, na mesma linha de carroçarias do A3.
Mais de 1.200 meios de produção e cerca de 250 robôs já usados noutros modelos foram reaproveitados para o compacto elétrico. A fábrica estreia também o princípio de “cadeia de pérolas”, já aplicado em Neckarsulm, em que a sequência de encomendas de clientes é fixada seis dias antes do início da montagem e seguida em todas as áreas.
Mais de 300 componentes contêm materiais reciclados, entre aço, alumínio e plásticos, e mais de 100 usam material reciclado pós-consumo. Os tecidos dos três bancos desportivos opcionais e os materiais opcionais do Softwrap são de poliéster 100% reciclado.
“Premium não pode significar apenas mais, mais potência, mais tamanho, mais recursos. Tem de significar usar os recursos de forma mais inteligente, sem comprometer a qualidade, a tecnologia ou a experiência do cliente”, afirmou Döllner.
Preços na Alemanha, Portugal por anunciar
Na Alemanha, o A2 e-tron de 125 kW com bateria de 52 kWh parte de 38.200 euros. A variante com bateria de 61 kWh custa 41.900 euros, o 170 kW com 84 kWh fica em 48.900 euros e o topo de 240 kW em 51.200 euros. As encomendas abrem a 10 de setembro e as primeiras entregas estão previstas para dezembro de 2026.
A Audi Portugal já publicou a página do modelo, com a capacidade de reboque de 1.600 quilos, mediante engate montado de fábrica, e a indicação de até 210 km de autonomia WLTP recuperados em dez minutos de carregamento em posto HPC. Mas não há ainda preços para o mercado nacional.
Fontes: Audi, press kit do Audi A2 e-tron, 7 de setembro de 2026; Audi, declarações de Gernot Döllner; Audi Portugal, página do modelo.




