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Comprar carro elétrico pela empresa: as contas que deve fazer

Comprar um carro elétrico pode ser a opção mais racional para uma empresa. Está na hora de fazer contas.

Comprar um carro elétrico para a frota da empresa pode ser a solução mais racional. Estas são as contas que o provam.

Ouve o resumo do artigo:

Áudio gerado por IA

Resumo
8.148 euros de gasolina contra 1.836 no elétrico, a 4 anos
Diferença de 6.312 euros no mesmo percurso, com carregamento próprio a 0,18 euros/kWh.
Tributação autónoma zero até 62.500 euros de aquisição
Na combustão vai de 8% a 32%; num carro de 50.000 euros, mais de 2.500 euros por ano.
O preço de entrada já não é o argumento central
Acima dos 45.000 euros há elétricos a par da combustão de equipamento comparável.
Wallbox recuperada até ao terceiro ano
Entre 800 e 3.000 euros de equipamento e instalação, diluída pela poupança operacional.

Carro elétrico significa poupança para a empresa

Com a gasolina 95 nos 1,94 euros por litro (julho 2026) e um consumo real de 7 litros por 100 km, cada 100 km percorridos num veículo a combustão custam 13,58 euros em combustível. Num elétrico carregado nas instalações da empresa ou em casa, o mesmo percurso fica entre 3 e 6 euros.

Em quatro anos, a 15.000 km por ano, a diferença apenas em energia pode situar-se entre cerca de 4.500 e 6.300 euros, consoante o preço da eletricidade.

O preço de entrada já não é o argumento central

Durante anos, a análise empresarial do elétrico partia de um pressuposto: o custo de aquisição superior seria compensado ao longo do tempo. Nos segmentos abaixo dos 35.000 euros esse pressuposto ainda se sustenta. Acima dos 45.000 euros, já não.

Nesse intervalo existem hoje vários modelos elétricos com preços equivalentes a combustão de equipamento comparável. Nalguns casos a diferença é de alguns centos de euros. Noutros desaparece quando se compara versão a versão.

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Quando o preço de entrada é semelhante, desaparece também o argumento de que comprar elétrico é uma aposta no longo prazo.

Tributação autónoma: 8%, 25% ou 32%, nos elétricos é zero até 62.500 euros

Uma empresa paga tributação autónoma sobre determinados encargos relacionados com viaturas ligeiras de passageiros a combustão. Em 2026, a taxa é de 8% quando o custo de aquisição é inferior a 37.500 euros, de 25% quando é igual ou superior a 37.500 euros e inferior a 45.000 euros, e de 32% quando é igual ou superior a 45.000 euros.

Tributacao autonoma 2026 – EVMag
Fiscalidade das empresas · 2026
Tributação autónoma: zero no elétrico, até 32% na combustão
Taxa sobre encargos com viaturas ligeiras de passageiros, consoante o custo de aquisição.
Elétrico
até 62.500 euros
0%
Combustão
abaixo de 37.500 euros
8%
Combustão
37.500 a 45.000 euros
25%
Combustão
45.000 euros ou mais
32%
0%
Zero até 62.500 euros de custo de aquisição
Acima desse valor, o elétrico paga 10%. Na combustão, a taxa pode chegar a 32%.
Taxa de tributação autónoma sobre encargos com viaturas ligeiras de passageiros, 2026
Motorização e escalão de custo de aquisiçãoTaxa
Elétrico, até 62.500 euros0%
Elétrico, acima de 62.500 euros10%
Combustão, abaixo de 37.500 euros8%
Combustão, 37.500 a 45.000 euros25%
Combustão, 45.000 euros ou mais32%
Taxas de 2026. Podem ser agravadas em caso de prejuízo fiscal, salvo exclusões transitórias. Elétrico acima de 62.500 euros: 10%.
Regime fiscal 2026 · EVMag

As taxas podem ser agravadas quando a empresa apresenta prejuízo fiscal, sem prejuízo das exclusões transitórias aplicáveis em 2026.

Nos veículos exclusivamente elétricos, os encargos não estão sujeitos a tributação autónoma quando o custo de aquisição não ultrapassa 62.500 euros. Acima desse limite, ficam sujeitos a uma taxa autónoma de 10%.

BMW iX empresa
Os carros elétricos não estão sujeitos ao ISV e estão esentos de imposto de circulação @BMW Group

Num automóvel a combustão com um custo de aquisição de 50.000 euros e 8.000 euros de encargos anuais sujeitos a tributação autónoma, a taxa de 32% representa 2.560 euros por ano. Um elétrico de igual valor não suporta esse encargo.

Os veículos exclusivamente elétricos não suportam ISV e estão isentos de IUC.

O IVA da aquisição de um ligeiro de passageiros exclusivamente elétrico pode ser dedutível quando o custo da viatura, sem IVA, não ultrapassa 62.500 euros, desde que a empresa realize operações que confiram direito à dedução e o veículo esteja afeto à atividade.

Pacote fiscal do eletrico empresarial – EVMag
Elétrico nas empresas · 2026
O pacote fiscal do elétrico empresarial
Quatro vantagens fiscais das viaturas exclusivamente elétricas afetas à atividade, em 2026.
Tributação autónoma
0%
Encargos isentos até 62.500 euros de custo de aquisição
10% acima desse valor
ISV
Zero
Veículos exclusivamente elétricos não suportam Imposto Sobre Veículos
IUC
Isento
Isentos de Imposto Único de Circulação
IVA dedutível
62.500 €
Limite de custo, sem IVA, para o imposto poder ser dedutível
Sujeito a direito à dedução e afetação à atividade
Vantagens fiscais das viaturas exclusivamente elétricas de empresas, 2026
ImpostoVantagem
Tributação autónoma0% até 62.500 euros de custo de aquisição, 10% acima
ISVNão suportam Imposto Sobre Veículos
IUCIsentos de Imposto Único de Circulação
IVADedutível quando o custo, sem IVA, não ultrapassa 62.500 euros e há direito à dedução
Aplicável a viaturas exclusivamente elétricas afetas à atividade. A dedução do IVA depende de a empresa ter direito à dedução.
Regime fiscal 2026 · EVMag

Quando a empresa é abrangida por regimes de isenção ou realize atividades isentas, como certas operações de saúde, ensino, seguros, finanças ou arrendamento, podem não ter direito à dedução ou apenas conseguir deduzir parte do imposto.

A utilização pessoal da viatura pode limitar o direito à dedução ou originar outras obrigações em IVA, consoante a forma como o veículo é afeto à atividade e disponibilizado ao trabalhador ou gerente. A dedução efetuada no período da aquisição pode reduzir o IVA a entregar ou gerar um crédito fiscal.

1.836 euros ou 8.148 euros: a diferença está no combustível

Com carregamento em casa ou nas instalações da empresa e energia a 0,18 euros por kWh, um elétrico com consumo médio de 17 kWh por 100 km gasta 1.836 euros em quatro anos a 15.000 km anuais. Com tarifa bi-horária esse valor pode descer abaixo dos 1.500 euros.

A gasolina 95 está nos 1,94 euros por litro em julho de 2026. Com 7 litros por 100 km, são 8.148 euros no mesmo período.

Combustivel: 1.836 ou 8.148 euros – EVMag
Elétrico nas empresas · combustível
1.836 euros ou 8.148 euros: a diferença está no combustível
Um veículo de segmento médio, a 15.000 km por ano. O total esconde uma nuance: na rede pública rápida a vantagem esbate-se.
Total de combustível, a 4 anos
Elétrico, bi-horária
carregamento em casa, tarifa bi-horária
menos de1.500 €
Elétrico, carregamento próprio
energia a 0,18 euros/kWh
1.836 €
Gasolina 95
1,94 euros/litro, 7 litros/100 km
8.148 €
Custo por 100 km
Carregamento próprio
17 kWh a 0,18 euros/kWh
3,06 €
Rede pública rápida
consoante tarifa, potência e operador
10 a 15 €
Gasolina 95
1,94 euros/litro, 7 litros/100 km
13,58 €
6.312 €
A diferença entre carregar em casa e abastecer a gasolina, ao fim de quatro anos
No mesmo percurso, entre os 1.836 euros do elétrico e os 8.148 euros da gasolina. Cálculo EVMag.
Custo de combustível de um veículo de segmento médio, a 15.000 km por ano
CenárioTotal a 4 anosCusto por 100 km
Elétrico, bi-horáriaMenos de 1.500 euros
Elétrico, carregamento próprio1.836 euros3,06 euros
Rede pública rápida10 a 15 euros
Gasolina 958.148 euros13,58 euros
Diferença gasolina menos elétrico próprio6.312 euros
Cenário a 15.000 km por ano. Eletricidade a 0,18 euros/kWh e 17 kWh por 100 km. Gasolina 95 a 1,94 euros/litro (abril 2026) e 7 litros por 100 km. Custo por 100 km do carregamento próprio e diferença dos totais: cálculo EVMag.
Cenário a 4 anos · EVMag

Na rede pública, o carregamento rápido pode representar aproximadamente entre 10 e 15 euros por 100 km, consoante a tarifa, a potência e o operador.

Na parte inferior deste intervalo, o carregamento rápido continua a ser mais barato do que a gasolina. Perto dos 15 euros por 100 km, porém, a vantagem desaparece num automóvel a gasolina que consuma 7 litros por 100 km.

Pode chegar a um valor muito próximo do real no simulador de custos entre carro elétrico e a combustão do EVMag.

Manutenção e valor residual

A ausência de motor térmico, embraiagem e sistema de escape reduz o número de intervenções periódicas.

O maior peso e a entrega imediata de binário podem acelerar o desgaste dos pneus em alguns modelos e perfis de condução. Os travões tendem a durar mais, pela travagem regenerativa.

O valor residual continua a ser uma das variáveis mais incertas. A evolução dos preços dos automóveis novos, a autonomia, a velocidade de carregamento, a garantia da bateria e o estado efetivo da bateria influenciam a cotação de cada modelo. Não existe ainda uma regra uniforme para o mercado português

O seguro não segue uma regra fixa. Depende do modelo, do perfil de utilização e da seguradora.

Os quatro anos em números

Vejamos um veículo de segmento médio. Em quatro anos, a 15.000 km por ano, a diferença apenas em energia pode situar-se entre cerca de 4.500 e 6.300 euros, dependendo do preço da eletricidade.

A tributação autónoma zero acrescenta uma parcela que varia com o escalão: num veículo de 50.000 euros com encargos anuais de 8.000 euros, são mais de 2.500 euros por ano que o elétrico não paga. A manutenção acrescenta uma folga adicional, menos previsível mas tendencialmente positiva.

Se a empresa tiver direito à dedução de IVA na aquisição, parte relevante do investimento inicial regressa no próprio ano da compra.

Manutenção elétrico Volvo

A opinião de Paulo Pragana, Business & Retailer Development Director da Volvo Car Portugal

O automóvel mudou. A forma de cuidar dele também.

Wallbox: entre 800 e 3.000 euros

Com equipamento e instalação, uma solução de carregamento em instalações próprias custa entre 800 e 3.000 euros. Partilhada por dois ou mais veículos, o custo por viatura desce proporcionalmente.

A poupança operacional cobre esse investimento antes do segundo ano nos cenários com utilização acima dos 12.000 km anuais. Abaixo disso, a recuperação é mais lenta, mas a vantagem acumulada no final dos quatro anos mantém-se positiva em praticamente todos os cenários com carregamento próprio.

Com estes pressupostos e 12.000 km anuais, uma instalação de 800 euros pode ser recuperada no primeiro ano, uma de 2.000 euros perto do final do segundo e uma de 3.000 euros já durante o terceiro ano.

Fontes: Autoridade Tributária, ENSE, UVE e Transport & Environment.

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