O novo Mercedes GLC elétrico recebeu mais encomendas em três meses do que qualquer outro elétrico na história da marca.
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Mercedes GLC elétrico bate recorde
Nos primeiros três meses após a estreia mundial em setembro de 2025, o GLC elétrico registou mais encomendas do que qualquer outro modelo elétrico já lançado pela Mercedes-Benz. O número absoluto não foi divulgado pela marca, que se limita a esta comparação relativa com o histórico interno.
O dado tem leitura dupla. Por um lado, indica procura acima do esperado para o que é, no formato a combustão, um dos modelos mais vendidos da marca alemã ao longo das últimas décadas. Por outro, contrasta com a trajetória anterior dos elétricos da Mercedes-Benz, que tiveram receção morna no mercado europeu, sobretudo entre 2023 e 2024, e levaram a marca a rever para baixo as ambições da gama EQ.

“Com o arranque de produção do novo GLC elétrico, os nossos colegas de Bremen estão a assegurar a sua complexa integração na produção em curso com o mais elevado profissionalismo”, declarou Michael Schiebe, membro do conselho de administração da Mercedes-Benz Group AG, responsável pela área de produção e pela gestão da cadeia de abastecimento.
O Mercedes GLC elétrico também marca uma mudança na arquitetura tecnológica. A geração anterior de elétricos da Mercedes-Benz, com o EQC e o EQS à cabeça, foi construída sobre plataformas de 400 volts. O salto para os 800 volts, partilhado com o novo CLA elétrico estreado mais cedo em 2025, aproxima a marca alemã do patamar técnico que virá a ser padrão no segmento.
Arquitetura de 800 volts e 707 km WLTP
O GLC 400 4MATIC com Tecnologia EQ é a versão que serve atualmente de referência ao arranque da produção. A autonomia WLTP atinge 707 km e a bateria recupera 305 quilómetros de autonomia em 10 minutos de carregamento.
Já conheces?
É este o dado que a Mercedes-Benz coloca à cabeça da nova arquitetura. A bateria do GLC elétrico opera a 800 volts, com química de células avançada, e foi desenvolvida pela ACCUMOTIVE em Kamenz, na Alemanha. O consumo combinado declarado situa-se entre 14,9 e 18,9 kWh por 100 km.
Bremen: uma unidade flexível
O GLC elétrico é produzido no Hall 9 de Bremen, o maior da fábrica, em regime de três turnos há mais de uma década. Sai da mesma linha onde se montam as versões a combustão e híbridas do GLC, e ainda o EQE. A flexibilidade da unidade alemã permite combinar diferentes cadeias cinemáticas no mesmo processo de produção.
Bremen integrou o seu primeiro veículo elétrico em série em 2019, com o EQC. Desde então, passou a cobrir todo o espectro de tecnologias de propulsão da marca. Com o GLC elétrico, a fábrica produz o seu terceiro modelo totalmente a bateria em série.
Rede de produção distribuída por três países
Para além de Kamenz, que fornece as baterias, a fábrica de Sebeș, na Roménia, produz as unidades de propulsão elétrica. Sebeș é o segundo centro da rede global da Mercedes-Benz, depois de Untertürkheim, a fabricar componentes deste tipo para as fábricas de veículos. Hamburgo entrou no mapa em 2022, quando começou a fornecer os eixos elétricos do EQE produzido em Bremen, e agora junta-se à cadeia do GLC elétrico com os mesmos componentes e outros do sistema de propulsão.
A escala humana de Bremen permanece o argumento que a marca repete: 10.500 colaboradores, 11 modelos atualmente em produção no local, sete deles construídos exclusivamente aqui.
“Em 2019, fomos a primeira fábrica a integrar um veículo elétrico na produção em série em curso. Hoje, os híbridos plug-in e os modelos totalmente elétricos são parte integrante do nosso portefólio”, afirmou Michael Frieß, diretor da fábrica e responsável de produção da Mercedes-Benz Bremen.
Onze modelos em paralelo na mesma fábrica
Bremen é hoje o maior empregador privado da sua região. Para além do GLC elétrico, produz a Classe C nas variantes Limousine e Station, os CLE Coupé e Cabrio, o GLC e o GLC Coupé a combustão, o GLC com Tecnologia EQ, o EQE, os Mercedes-AMG SL e GT e o Mercedes-Maybach SL. Sete destes modelos são exclusivos da fábrica alemã.
A celebração do arranque da produção do modelo elétrico coincide com o ano dos 140 anos da Mercedes-Benz, contados a partir da patente de Carl Benz registada em 1886. A fábrica de Bremen tem 50 anos de história com a marca e mais de 10 milhões de veículos produzidos.






