A Volvo vai lançar em 2027 um novo elétrico global apontado ao segmento de preço mais baixo do mercado europeu, com as primeiras entregas a clientes depois do verão. A confirmação surgiu no relatório do terceiro trimestre.
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Novo elétrico da Volvo chega depois do verão de 2027
No comunicado, o modelo aparece descrito como o próximo carro elétrico global da marca, desenhado para um segmento europeu de grande volume e preço mais baixo. A Volvo diz que vai reforçar a sua posição nos elétricos e melhorar as margens.
Na apresentação aos analistas, a gestão foi mais longe e confirmou que o modelo vai assentar na plataforma SPA3, a mesma do EX60, com o objetivo de baixar os custos de produção e de produto. Será o segundo carro desta arquitetura de 800 volts.

O novo elétrico acessível faz parte de um plano de 13 novos modelos até ao final de 2030, com gamas próprias para a Europa, os Estados Unidos e a China e mais produção local.
Em 2027 a marca revela três: este elétrico para a Europa e dois modelos exclusivos para o mercado chinês, desenvolvidos com a Geely.
SPA3 e o atraso do EX60
A estreia da plataforma não está a correr como previsto. Com mais de 50.000 encomendas europeias, o EX60 está a ser montado em Torslanda a um ritmo inferior ao planeado, e a Volvo atribui o atraso a novas tecnologias industriais como o cell-to-body, em que a bateria passa a fazer parte da estrutura da carroçaria.
O diretor financeiro, Fredrik Hansson, lembrou aos analistas que a Volvo contava com um contributo financeiro forte do EX60 a partir do quarto trimestre.
Elétricos valem 45% das vendas na Europa
No mercado europeu, os modelos 100% elétricos representaram 45% das vendas da Volvo entre julho e setembro, e é aí que o novo modelo vai jogar. Em todas as regiões somadas, a quota de elétricos tinha sido de 22% no terceiro trimestre de 2025. Este ano chegou aos 32%.
Fora da Europa, o trimestre correu mal. Na China, a concorrência das novas marcas locais e a pressão sobre os preços fizeram cair as receitas da Volvo quase 50% face ao ano anterior, enquanto nos Estados Unidos pesaram as tarifas, o fim dos incentivos à compra de carros eletrificados e uma reavaliação negativa de 1,1 mil milhões de coroas suecas em créditos CAFE.
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O resultado operacional, excluindo empreendimentos conjuntos e itens não recorrentes, ficou negativo em 3,7 mil milhões de coroas suecas. No mesmo trimestre de 2025, a Volvo tinha lucrado 5,8 mil milhões. Para inverter as contas, a marca quer cortar mais 5 mil milhões de coroas em custos, com a eliminação de cerca de 2.500 empregos, 2.000 dos quais na Suécia, e concentrar a produção em cinco fábricas.
“Precisamos de reforçar o nosso plano de recuperação com ações decisivas adicionais”, afirmou Håkan Samuelsson, presidente executivo da Volvo Cars.
Estados Unidos e China
Nos Estados Unidos, a Volvo dividiu o mercado em quatro regiões e vai mudar a produção do XC60 para a fábrica de Charleston, na Carolina do Sul, no primeiro trimestre de 2027. Até ao fim da década, segue-se ali um segundo modelo totalmente novo, com várias motorizações.
Para a China, onde a marca prevê mais dois anos difíceis, estão previstos seis modelos desenhados para o mercado local. Os primeiros dois serão revelados e entram em produção a meio de 2027, com uma base tecnológica chinesa e os sistemas de assistência à condução mais recentes.
Fontes: Volvo Cars, resultados do terceiro trimestre de 2026; Investing.com, transcrição da apresentação de resultados; Volvo Cars, aumento da produção do EX60, março de 2026; Volvo Car Portugal, arranque da produção do EX60.



