Carregador Wemob Wall da WEG Carregador Wemob Wall da WEG

WEG quer fabricar carregadores WEMOB em Portugal

O gigante brasileiro WEG vai apostar na mobilidade elétrica em Santo Tirso mas ainda não se compromete com datas.

Os carregadores WEMOB que a WEG vende em Portugal há cerca de nove meses chegam de outras fábricas do grupo brasileiro. O plano é passar a produzi-los cá, mas a empresa não se compromete com datas.

Ouve o resumo do artigo:

Áudio gerado por IA

Resumo
WEG quer fabricar carregadores WEMOB em Portugal
Ainda sem data. Em Santo Tirso será sobretudo montagem, com componentes de outras fábricas do grupo.
Nove meses de vendas no mercado português
A marca diz ter equipamentos instalados do norte ao sul do continente e nas ilhas.
Wall G3 em pré-venda, preparada para Plug & Charge
Wallbox pensada para a Europa, com ISO 15118. Potência e preço não foram apresentados.
Gama WEMOB vai dos 3,7 kW aos 960 kW
Da wallbox doméstica aos carregadores para autocarros e camiões, com software de gestão de frotas.

Fabrico em Portugal ainda sem calendário

“Os produtos da mobilidade elétrica que nós temos dentro do portfólio da WEG, nós queremos vir a fabricar no futuro em Portugal”, afirmou João Cardante, diretor de vendas e marketing para a Europa do grupo WEG, ao EVMag, à margem do Salão do Automóvel Híbrido e Elétrico.

“A data ainda não podemos comunicar”, acrescentou.

Carregador Wemob Wall da WEG
A WEG quer montar os carregadores WEMOB em Portugal

Fabricar, neste caso, quer dizer sobretudo montar. Segundo o responsável, os componentes continuarão a vir das várias fábricas do grupo e a integração final dos carregadores será feita em Portugal, onde a WEG tem em Santo Tirso, a 20 km de Guimarães, aquele que apresenta como o seu maior parque industrial na Europa, com 900 trabalhadores.

Nove meses de carregadores WEMOB no mercado

A marca é pouco conhecida do público português e a empresa admite-o. Cardante situa em cerca de nove meses o arranque da comercialização dos carregadores WEMOB no país e garante que já há equipamentos instalados do norte ao sul do continente e nas ilhas.

A 3 de junho, a WEG assinou em Santo Tirso um protocolo de parceria estratégica com a UVE, a Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos, para iniciativas conjuntas de divulgação sobre eletrificação e carregamento. Para Eloir Pagnan, diretor global de vendas da área de soluções de carregamento da WEGeuro, a parceria é uma forma de a marca estar próxima de quem conduz elétrico todos os dias.

Em pré-venda para integradores e distribuidores, a WEMOB Wall G3 é uma wallbox desenvolvida para o mercado europeu, compatível com a norma ISO 15118 e preparada para Plug & Charge, a função que permite ao carro identificar-se no carregador e iniciar a sessão sem cartão nem aplicação.

Montagem, assistência e parceiros

Com a integração vertical como argumento comercial, a WEG lista entre os processos que controla internamente o design, os moldes e a injeção de plásticos, as proteções elétricas, as tintas e a montagem mecânica e elétrica, a par do hardware, do firmware e do laboratório de certificação.

“Desde o início, a WEG, em todos os produtos que faz, tenta fazer o máximo possível dentro de portas”, disse Cardante.

No terreno, a empresa assegura a assistência técnica e a colocação em funcionamento dos equipamentos, com equipas próprias que vão ao cliente. No mercado residencial, o trabalho passa pelos parceiros instaladores que a marca já tem em Portugal, numa rede de integradores a que se juntam projetos chave na mão, fornecimento em modelo de serviço e stock local de peças de reposição.

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Do carregador de 3,7 kW ao de 960 kW

A gama WEMOB começa nos 3,7 kW em corrente alternada, com carregadores portáteis e wallbox de 7,4 a 22 kW para casas, condomínios e empresas. Em corrente contínua, os equipamentos de 30 a 80 kW destinam-se a frotas e parques de estacionamento, os de 120 a 320 kW a hubs e autoestradas, e as soluções que sobem até 960 kW a autocarros e camiões.

No Brasil, a WEG apresenta-se como líder no carregamento de autocarros elétricos e como fornecedora de fabricantes de ligeiros e pesados na América Latina, com nomes como BYD, Volvo, Scania, Marcopolo e Mercedes-Benz na lista de parceiros. A oferta inclui ainda software de gestão de frotas, smart charging e uma aplicação para condutores, a WEMOB EV Drivers.

Um grupo de 6,87 mil milhões de euros

Fundada em 1961 em Jaraguá do Sul, no Brasil, a WEG construiu a reputação nos motores elétricos industriais e reivindica a liderança mundial nos motores de baixa tensão.

WEG em números · EVMag
WEG · Dados da empresa, 2025
WEG em números: 69 fábricas, uma em Portugal
O grupo brasileiro dono da marca de carregadores WEMOB tem 19 das suas 69 fábricas no Brasil. Santo Tirso é a única fábrica portuguesa.
Receita líquida 2025
6,87 mil M€
Valor em euros apresentado pela WEG
Parques fabris
69
Em 18 países e 5 continentes
Distribuidores em mais de 120 países
Colaboradores
+50 mil
Em todo o mundo
Mais de 5.500 engenheiros
Investido em Portugal
+70 M€
Desde 2002, na Maia e em Santo Tirso
900 pessoas em Santo Tirso
Unidades fabris por país
Mapa das 69 unidades fabris da WEG em 18 países Brasil: 19 unidades fabris 19 EUA: 10 unidades fabris 10 China: 6 unidades fabris 6 África do Sul: 6 unidades fabris 6 Índia: 5 unidades fabris 5 México: 4 unidades fabris 4 Alemanha: 3 unidades fabris Argentina: 3 unidades fabris Colômbia: 2 unidades fabris Itália: 2 unidades fabris Turquia: 2 unidades fabris Espanha: 1 unidade fabril Países Baixos: 1 unidade fabril Áustria: 1 unidade fabril Canadá: 1 unidade fabril Austrália: 1 unidade fabril Argélia: 1 unidade fabril Portugal: 1 unidade fabril PortugalSanto Tirso
Tamanho do círculo proporcional ao número de fábricasPortugal
Brasil19
EUA10
China6
África do Sul6
Índia5
México4
Alemanha3
Argentina3
Colômbia2
Itália2
Turquia2
Portugal1
Espanha1
Países Baixos1
Áustria1
Canadá1
Austrália1
Argélia1
1 em 69
Santo Tirso é a única fábrica da WEG em Portugal
A empresa quer montar ali carregadores WEMOB, com componentes vindos de outras fábricas do grupo. Ainda não há data.
WEG em números e unidades fabris por país, segundo dados da empresa (2025)
Indicador ou paísValor
Receita líquida 20256,87 mil milhões de euros
Parques fabris69 em 18 países
ColaboradoresMais de 50.000
Investimento em PortugalMais de 70 milhões de euros
Brasil19
EUA10
China6
África do Sul6
Índia5
México4
Alemanha3
Argentina3
Colômbia2
Itália2
Turquia2
Portugal1
Espanha1
Países Baixos1
Áustria1
Canadá1
Austrália1
Argélia1
M€: milhões de euros · Valores em euros apresentados pela WEG
Fonte: WEG, apresentação de outubro de 2026 · EVMag

Segundo os números mostrados pela empresa, a receita líquida de 2025 chegou aos 6,87 mil milhões de euros, com 69 parques fabris em 18 países e mais de 50.000 colaboradores, entre os quais mais de 5.500 engenheiros.

Em Portugal desde 2002, quando se instalou na Maia, a WEG investiu mais de 70 milhões de euros no país, incluindo o novo parque industrial de Santo Tirso inaugurado em 2024.

O complexo junta dois edifícios fabris. O centro de alta tensão, dedicado a motores, variadores e serviços, arrancou em 2024 com 25.700 m²; o de baixa tensão, com 17.727 m², funciona desde 2017. Somando área social, estacionamento, áreas exteriores e espaços verdes, o parque ultrapassa os 100 mil m².

Portugal é também, na organização comercial da WEMOB, a base para a região que junta Europa, Médio Oriente e África, onde o grupo tem presença industrial e comercial em 20 países, da Finlândia à África do Sul.

A equipa de vendas globais da WEMOB está sediada em Portugal.

João Cardante · Entrevista
A entrevista completa
P
Em relação à fábrica de Santo Tirso: quando é que vão começar a fabricar os produtos de mobilidade elétrica da WEG?
JC
Os produtos da mobilidade elétrica que temos dentro do portfólio da WEG, nós queremos vir a fabricar no futuro em Portugal. A data ainda não podemos comunicar. Estamos a trabalhar para que sejam fabricados num futuro próximo aqui em Portugal.
P
A WEG é muito grande, mas em Portugal é praticamente desconhecida do público. Nunca vi um posto WEG na estrada, por exemplo.
JC
Estamos há pouco tempo em Portugal com os produtos de mobilidade. Há mais ou menos nove meses que estamos a entrar no mercado e a comercializar, por isso é normal que não tenham visto muitos. Já temos soluções nossas em vários pontos do país, do norte ao sul e nas ilhas. No futuro próximo, achamos que vai ser possível encontrar mais por aí fora.
P
Todo o processo é feito internamente. Isso dá conforto aos operadores, na assistência e no resto?
JC
Sim, fazemos tudo dentro de portas, faz parte da filosofia da WEG desde o início: estamos altamente verticalizados. Isso não quer dizer que vamos fazer tudo em Portugal. A maior parte do que vamos fazer cá é a montagem; os componentes virão das várias fábricas do grupo. Vamos prestar assistência técnica, ter pessoas para a colocação em funcionamento, ir ao cliente e gerir todas as partes do processo, desde a conceção do produto até estar a funcionar. Não quer dizer que não tenhamos parceiros a ajudar, mas maioritariamente será feito pela WEG.
P
Mesmo no mercado habitacional?
JC
No habitacional, normalmente vamos utilizar os nossos parceiros; já temos alguns. Na parte industrial, e dependendo da solução, é diferente.

Fontes: declarações de João Cardante ao EVMag e apresentação da WEG no Salão do Automóvel Híbrido e Elétrico; AICEP Portugal Global, parceria WEG/UVE, julho de 2026; Wikipedia, fundação e sede da WEG; WEG, guia de instalação da WEMOB Wall G2.

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