A TAPSi vai expandir-se para lá de Coimbra. A plataforma portuguesa de TVDE, 100% elétrica desde o primeiro dia, prepara a expansão a outras cidades portuguesas, adiantou o CEO ao EVMag.
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A expansão para fora de Coimbra
Por enquanto, a TAPSi opera apenas em Coimbra, a cidade onde nasceu e que serviu de terreno de ensaio. O CEO, Rui Nuno Castro, chama-lhe “um laboratório vivo”, com “dimensão certa para testar tecnologia e modelo”.
A expansão para outras cidades portuguesas será anunciada “em breve”, revela em primeira mão ao EVMag, sem dizer ainda quais, e com a regra a viajar com a empresa: “100% elétrico em todo o lado para onde formos”.
A expansão é o terceiro de três objetivos que Castro traça. Antes dela vêm consolidar a operação em Coimbra e provar que um modelo urbano totalmente elétrico é viável. “Não queremos ser a maior plataforma. Queremos ser a plataforma que prova que se pode fazer melhor”, afirma.
Elétrico desde o primeiro dia
Desde o arranque, no final de 2025, a TAPSi só admite veículos 100% elétricos a bateria, sem qualquer carro a combustão. Para Castro, é também uma exigência técnica: “uma plataforma 100% elétrica não pode falhar tecnicamente, porque é precisamente isso que nos distingue”.
A regra não admite exceções.

“Contamos com mais de 200 motoristas registados na plataforma, todos a operar veículos elétricos. A composição exata da frota é informação dos operadores nossos parceiros, mas o critério é nosso e é inegociável”, afirma Castro.
Como se distingue das plataformas globais
Castro coloca a TAPSi no mesmo enquadramento legal das rivais e distingue-a pela frota. “A Uber e a Bolt mantêm frotas maioritariamente a combustão e planos de eletrificação faseada até 2030. A TAPSi opera com 100% de veículos elétricos desde o primeiro dia”, afirma. “Não temos uma transição para gerir, porque nascemos já no ponto de chegada.”
Os outros pontos são a origem e a relação com os motoristas. A tecnologia foi concebida em Portugal. “Não somos uma operação local de uma multinacional; somos uma empresa portuguesa que está a construir um modelo a partir de Coimbra”, resume Castro.
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Duas semanas sem comissão
A TAPSi arranca com uma isenção total de comissão nas duas primeiras semanas, num mercado em que as plataformas dominantes cobram entre 20% e 25% por viagem.
Rui Nuno Castro diz querer uma relação mais próxima com motoristas e operadores, com tarifas premium que, defende, se traduzem em maior rendimento por viagem para quem conduz. A isenção vale apenas para o arranque.
O que é a TAPSi e quem a financia
A empresa nasceu de um grupo de doutorandos da Universidade de Coimbra e está incubada na inCoimbra StartUp HUB, com tecnologia concebida em Portugal. Opera com a licença 334/2025 do IMT e conta hoje com mais de 5.000 utilizadores registados na cidade.

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A nova fase assenta numa ronda de investimento recentemente concluída, liderada por um family office com sede em Chester, no Reino Unido, e com investidores ligados ao setor tecnológico português. O montante não foi divulgado. Segundo Rui Nuno Castro, o encaixe serve para reforçar a estrutura da empresa e acelerar o desenvolvimento da tecnologia.
O reforço de capital coincidiu com a nomeação de Castro para CEO. Engenheiro informático, com uma pós-graduação em Marketing e Inovação pela Católica Lisbon Business & Economics, dirige também a inCoimbra StartUp HUB, a incubadora onde a TAPSi nasceu e continua sediada.
O TVDE elétrico ainda vai a meio
Os dados ajudam a situar a aposta. Em março de 2025, os veículos eletrificados eram 33% da frota TVDE ativa, segundo o IMT. Um ano depois, o regulador colocava-os perto de metade. O valor soma híbridos e elétricos. A plataforma de partilha de dados do IMT, criada com a Uber e a Bolt, contabilizava cerca de 40 mil condutores de TVDE ativos em março de 2026, mais 6% do que um ano antes.

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Olhado só o elétrico a bateria, a fatia é menor. O acordo de TVDE assinado em março entre a câmara de Lisboa, a Uber e a Bolt aponta cerca de 43% de veículos elétricos no setor. A própria TAPSi, na leitura que faz dos dados do IMT, separa 45% de elétricos, 49% de carros a combustão e 6% de híbridos.
A empresa junta ainda uma estimativa ilustrativa do peso ambiental do setor. Assumindo a proporção de frota a combustão indicada pelo IMT, uma distância média de 6 km por viagem e cerca de 120 g de CO2 por quilómetro, a TAPSi calcula mais de uma centena de toneladas de CO2 emitidas por dia pela componente não elétrica do TVDE. O número é da própria empresa e parte destes pressupostos.
As duas maiores plataformas em Portugal seguem caminho mais lento. No acordo com Lisboa, a Uber e a Bolt comprometeram-se a chegar a 60% de frota elétrica até ao final de 2026 e a 100% em 2030.





