Já há data marcada. O novo programa de apoios à compra de carros elétricos abre o mais tardar a 11 de junho, com um primeiro envelope de dez milhões de euros.
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O que a ministra confirmou sobre os apoios à compra de carros elétricos
O novo aviso cobre quem comprou um elétrico desde 1 de janeiro de 2025, confirmou a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.
Foi numa entrevista ao Jornal de Notícias e à TSF que a ministra deu os números. Para este ano, há autorização para gastar 20 milhões de euros a incentivar a compra de veículos elétricos. Sai a conta-gotas: duas fases de dez milhões, com a primeira a abrir antes de 11 de junho.

Questionada sobre as regras do novo pacote, a ministra foi curta: “Serão as mesmas”. Há um pormenor que interessa a quem ficou de fora à última hora. Quem comprou e abateu um veículo durante 2025, mas não chegou a tempo de se candidatar, pode concorrer agora.
Porquê duas tranches de dez milhões
Dividir o apoio em duas metades tem uma razão, e a ministra ligou-a à conjuntura internacional.

“Fazemos isto em duas tranches porque estamos a financiar, através do Fundo Ambiental, os apoios devido à situação do Irão e ao aumento do preço dos combustíveis”, explicou Maria da Graça Carvalho. O Fundo Ambiental paga ao mesmo tempo obras urgentes, e isso aperta a margem. A segunda tranche fica suspensa da evolução geopolítica e do preço dos combustíveis nos próximos meses.
Já conheces?
Os segundos dez milhões podem nem abrir já. Mas a ministra defende avançar desde já com a primeira metade, e justifica-o pela urgência energética. “Vamos já avançar com dez milhões para os elétricos porque também ajudam na questão da guerra, com menos consumo de combustíveis fósseis”, disse.
Em dezembro esgotou em poucas horas
O aviso anterior conta a história da procura.
Abriu a 29 de dezembro de 2025 com 17,6 milhões de euros na mesa. Poucas horas depois, já não havia dinheiro. No papel, as candidaturas iam até 12 de fevereiro de 2026. Na prática, fecharam quase de imediato.
Quem se candidatou recebia 4.000 euros, no caso das pessoas singulares, e 5.000 euros, no caso de IPSS, autarquias e autoridades de transportes, sempre para automóveis ligeiros de passageiros 100% elétricos. Pelo meio havia condições. Era obrigatório abater um veículo a combustão com mais de 10 anos, e o carro a comprar não podia custar mais de 38.500 euros, teto que subia para 55.000 euros nos modelos com mais de cinco lugares. Esse limite conta-se com IVA incluído.
Continuidade das regras e calendário
Prometer que as regras “serão as mesmas” significa, na prática, repetir o que já existia. Incentivo fixo. Abate obrigatório do carro velho. Um teto de preço para o elétrico a comprar. E o efeito retroativo a 1 de janeiro de 2025. A novidade está no ritmo a que o dinheiro chega, partido agora em duas metades de dez milhões presas ao Fundo Ambiental.
É esse Fundo que vai publicar as condições finais, gerir o programa Mobilidade Verde e receber as candidaturas por formulário eletrónico na sua página. Para a abertura da primeira fase, Maria da Graça Carvalho apontou uma data limite: 11 de junho de 2026.






