Os condutores de veículos elétricos em Portugal já não guardam o carro para a cidade. Num inquérito da aliança Iberdrola | bp pulse divulgado a 9 de julho, 68% dizem fazer viagens de longo curso.
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Da cidade para as viagens longas
O inquérito ouviu várias centenas de condutores portugueses de carros elétricos com idades entre os 25 e os 75 anos. Entre eles, 82% já carregam fora de casa, ao longo do percurso, na via pública ou em supermercados, centros comerciais e parques de estacionamento.
A rede pública pesa mais em estrada. Dos utilizadores que carregam habitualmente fora de casa, 68% dizem apoiar-se na infraestrutura rápida ou ultrarrápida para percursos de longo curso, mais frequentes durante as férias de verão.
“A disponibilidade de pontos de carregamento durante as nossas viagens e no nosso destino de férias, bem como a sua fiabilidade e elevada velocidade, são fundamentais para a expansão do automóvel elétrico”
Ricardo Pacheco responsável da Iberdrola | bp pulse em Portugal
Para a Iberdrola | bp pulse, o padrão traduz confiança crescente na autonomia dos modelos e na cobertura da rede, ao ponto de o carregamento fora de casa se ter tornado, na leitura da aliança, uma opção preferencial de mobilidade.
“A disponibilidade de pontos de carregamento durante as nossas viagens e no nosso destino de férias, bem como a sua fiabilidade e elevada velocidade, são fundamentais para a expansão do automóvel elétrico”, afirmou Ricardo Pacheco, responsável da Iberdrola | bp pulse em Portugal.
Os mais novos carregam fora de casa
Entre os condutores dos 25 aos 34 anos, carregar fora de casa é já rotina. O inquérito indica que 78% deste grupo usam a rede pública, com uma frequência média de até seis carregamentos por mês.

“As mudanças na cultura da mobilidade permitem-nos observar uma relação cada vez mais natural entre o condutor e a rede pública de carregamento”, disse Ricardo Pacheco.
Localização à frente da velocidade
Questionados sobre o que os leva a usar o carregamento público, os condutores colocaram a localização dos pontos em primeiro lugar, com 38%. A velocidade de carregamento e a fiabilidade da rede seguiram-se, ambas com 26%.
A localização pesou mais do que a velocidade ou a fiabilidade.
“Os condutores portugueses procuram tranquilidade: exigem máxima disponibilidade, alta velocidade e transparência na ocupação em tempo real”, sublinhou Ricardo Pacheco.
Barreiras que ainda pesam
Um estudo do Observatório ACP, com trabalho de campo entre 28 de janeiro e 11 de fevereiro de 2026 e 1.608 entrevistas, apontava o preço inicial, o tempo de carregamento e a perceção de autonomia limitada entre os principais travões à compra de um elétrico.
A rede pública atua sobre esses dois pontos. Foram a localização dos carregadores e a fiabilidade que o inquérito da Iberdrola | bp pulse identificou como decisivos para carregar em viagem.
O parque de elétricos em Portugal
Portugal tem mais de 15.000 pontos de carregamento em funcionamento, segundo dados da MOBI.E citados no comunicado. O país soma mais de 270 mil veículos 100% elétricos em circulação, um valor em linha com a contagem da UVE, que apontava mais de um quarto de milhão no final de 2025.
Já conheces?
Esse parque cresceu depressa. Segundo a UVE, o número de veículos 100% elétricos aumentou 37,7% em 2025, com 83.632 unidades acrescentadas ao total. As importações de usados elétricos, que subiram 75,5% nesse ano, ajudam a explicar o ritmo, ainda que o parque represente apenas 3,18% dos veículos em circulação e 3,74% dos ligeiros de passageiros.
As vendas de novos acompanharam. Segundo a ACAP, matricularam-se 52.256 automóveis ligeiros de passageiros 100% elétricos em 2025, o melhor registo de sempre. Dezembro fechou como o mês mais forte, com 5.590 unidades. No conjunto do ano, os 100% elétricos valeram 23,2% das novas matrículas de ligeiros de passageiros.
O comunicado da Iberdrola | bp pulse aponta ainda uma subida homóloga das vendas de 34,61% em abril, face ao mesmo mês de 2025.
A rede da Iberdrola | bp pulse
A aliança entre a Iberdrola e a bp pulse, parceria 50:50 para Espanha e Portugal, reúne mais de 2.500 pontos de carregamento na Península Ibérica. Cerca de 70% são ultrarrápidos, com potências entre 150 e 600 kW.
Quantos operam em Portugal, o comunicado não especifica. Do lado da parceria estão a elétrica espanhola Iberdrola e a bp pulse, o braço de mobilidade elétrica da petrolífera britânica BP.
Esse intervalo de potência situa-se no patamar do carregamento ultrarrápido, acima dos 150 kW que separam o carregamento rápido do escalão seguinte, o nível a que o estudo liga a preferência dos condutores nas viagens de férias.
O peso da experiência digital
Na escolha do operador, o estudo destaca as funcionalidades das aplicações. A geolocalização dos carregadores próximos, o pagamento integrado e a informação em tempo real sobre o estado de cada ponto foram os aspetos que os inquiridos mais valorizaram para planear o percurso.
“Proporcionamos acesso às aplicações dos principais operadores europeus (…), bem como o pagamento através de cartão bancário”, concluiu Ricardo Pacheco.
O comunicado não detalha a dimensão exata da amostra nem a metodologia aplicada.






