Custa 21.900 euros, 17.800 euros mais IVA, e chega ao mercado no último trimestre de 2026: o Geely E2, o carro mais vendido na China em 2025, promete tomar de assalto o mercado em Portugal.
Foi a peça central do lançamento oficial da marca, a 24 de setembro, em Vila Nova de Gaia, onde a Geely e a Salvador Caetano assumiram a meta de mil carros vendidos até dezembro.
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Geely E2: versões, baterias e autonomia WLTP
São 4,125 metros de comprimento, cinco lugares e tração traseira, com suspensão traseira independente multibraço que a Geely diz ter afinado para as estradas europeias. O Geely E2 assenta na arquitetura GEA e chega em três versões, Pro, Max e Ultra, com baterias de química LFP (lítio-ferro-fosfato) de 35 kWh e 47 kWh.

Na versão Pro, o motor traseiro de 60 kW (82 cv) e a bateria de 35,35 kWh dão 252 km em ciclo WLTP combinado. Max e Ultra recebem a bateria de 47,14 kWh e 85 kW (116 cv), o que eleva a autonomia a 345 km em ciclo combinado e a 497 km em ciclo urbano. O binário é de 150 Nm em toda a gama e a velocidade máxima de 130 km/h.
Em corrente contínua, o Pro carrega até 60 kW e as versões de 47 kWh até 80 kW; em todas, a bateria passa de 10% a 80% em 26 minutos. Em corrente alternada, o limite é de 6,6 kW.
O Max custa 20.245 euros mais IVA, 24.901 euros com IVA, e o Ultra 22.600 euros mais IVA, 27.798 euros com IVA (cálculo EVMag), segundo os valores mostrados na apresentação.
Geely E2
Exclui despesas de legalização
A bagageira vai dos 375 aos 1.320 litros, a que se juntam 70 litros num compartimento dianteiro. No habitáculo, o sistema Flyme Auto que equipa o Geely E2 corre num ecrã central de 14,6 polegadas, com Apple CarPlay e Android Auto.
Vendido na China como Galaxy Xingyuan, o Geely E2 foi o automóvel mais vendido naquele mercado em 2025, com 465.775 unidades segundo os dados de retalho da CPCA, à frente do Wuling Hongguang Mini EV e do Tesla Model Y. À escala mundial, a Focus2Move coloca-o como o terceiro elétrico mais vendido do ano, atrás dos Tesla Model Y e Model 3. A Geely vai mais longe e apresenta-o como o carro mais vendido do mundo nos segmentos A e B.
Segurança igual em todas as versões
As cinco estrelas do Geely E2 no Euro NCAP foram obtidas já com o protocolo de 2026, que junta aos ensaios de impacto a avaliação da condução segura, da prevenção de acidentes e do socorro depois da colisão. É o primeiro modelo da marca com nota máxima tanto no Euro NCAP como no australiano ANCAP segundo as regras deste ano, e traz de série 24 sistemas de assistência à condução (ADAS).
Geely E2: sistemas ADAS
Na gama Geely, os ADAS não mudam de versão para versão. “Desde as versões base até às versões de topo, a segurança e os sistemas ADAS são sempre iguais”, afirmou João Reis, diretor de operações (COO) da Geely Auto Portugal, em entrevista ao EVMag.
No Geely E2, o que distingue o Ultra é o equipamento, como as jantes de liga leve, a porta da bagageira elétrica ou a câmara panorâmica de 540°, porque, nas palavras do COO, “segurança é um atributo não negociável para a Geely”.
Geely quer vender mil carros até dezembro
Mil unidades até ao fim de 2026 é o objetivo da Geely para Portugal, somando os três modelos da gama. “Queremos e acreditamos que temos condições para vender mil unidades até ao final de 2026”, disse João Reis na mesma entrevista ao EVMag.

“Não temos medo de ter ambição, mas é mesmo muito ambicioso”, admitiu o responsável. Há marcas concorrentes que entraram no mercado em abril e venderam 400 unidades até dezembro, lembrou, sem as identificar: “Veja-se o desafio que temos pela frente.”
Até à mesma altura do ano, venderam-se em Portugal 1.466 elétricos compactos em 2024 e 4.371 em 2025, segundo os números que a Geely mostrou na apresentação. Em 2026 já são 6.181, mais 41% do que no ano passado.
O Geely E2, o modelo mais barato da gama, só entra nessa conta no último trimestre.
São 13 os pontos de venda já abertos, e a rede deverá ultrapassar os 15 até ao fim do ano. Em 2027, segundo João Reis, serão 25, com o objetivo de haver um concessionário Geely a menos de 30 quilómetros de cada cliente. Ao EVMag, o COO garantiu que nenhuma das marcas que entraram em Portugal nos últimos anos montou uma rede tão grande tão depressa.
A marca que dá nome ao grupo chegou por último
A Salvador Caetano já distribuía em Portugal duas marcas do grupo chinês, a Zeekr e a Farizon, antes de trazer a que lhe dá o nome. Em entrevista ao EVMag, João Reis explicou que a Geely não podia “correr o risco de entrar mal no mercado” e que esperou pelo momento certo. “Quando sentiu que tinha o produto para o mercado, as motorizações para o mercado, as tipologias e os segmentos que o mercado procura, decidiu lançar-se”, disse.

“Os fabricantes chineses já começam a ser vistos como o topo dos fabricantes”, acrescentou o COO, para quem, com a aceitação que a marca encontra em Portugal, “não faria sentido” o país ficar fora do primeiro grupo de lançamentos na Europa.
Na apresentação, Sérgio Ribeiro, administrador executivo da Salvador Caetano Auto, classificou a Geely como marca “absolutamente estratégica para o grupo”. Aiden He, CEO da Geely Brand Europe, descreveu a entrada em Portugal como um compromisso muito grande e recordou que os primeiros investimentos da Geely em Londres têm 20 anos: em 2006, o grupo comprou uma participação na Manganese Bronze, fabricante dos táxis londrinos, que acabou por adquirir em 2013 e que deu origem à atual LEVC.
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Gama, preços e o que vem em 2027
Em pré-venda desde maio, o SUV E5 tem motor de 160 kW (218 cv), bateria LFP de 60,22 kWh e 430 km em ciclo WLTP combinado. Os valores divulgados no lançamento e o site da Caetano colocam a versão PRO nos 28.990 euros mais IVA, 35.658 euros com IVA; o comunicado distribuído no evento mantém o preço de pré-venda que o EVMag noticiou em maio, 31.200 euros mais IVA. O terceiro modelo, o Starray EM-i, é um híbrido plug-in.
Aiden He apontou para 18 modelos Geely no mercado português nos próximos dois anos. Para 2027 estão previstos uma berlina e um SUV 100% elétricos, além de quatro modelos híbridos plug-in e híbridos.
Todos os modelos têm garantia de oito anos ou 200.000 km para o veículo e para a bateria, e o Geely E2 inclui manutenção programada durante cinco anos ou 75.000 km. A marca promete stock nacional de viaturas e 85% de cobertura de peças.
O armazém central de peças da Geely na Europa está previsto para 2027.
Fontes: comunicado, press kit e apresentação da Geely Auto Portugal, 24 de setembro de 2026; entrevista do EVMag a João Reis, COO da Geely Auto Portugal, no lançamento; Euro NCAP, avaliação do Geely E2; Geely Auto, comunicado de 2 de setembro de 2026; CarNewsChina, ranking de 2025 com dados CPCA; Focus2Move, mercado automóvel mundial em 2025; Caetano, preços do Geely E5; CarNewsChina, fevereiro de 2013.




