A BYD já prepara a terceira geração do Atto 3 e as diferenças são significativas: nova bateria, motor mais potente, design atualizado.
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Duas baterias, dois perfis de autonomia
A nova geração do BYD Atto 3 entrou já no Diretório de Isenção do Imposto de Compra de Veículos de Nova Energia da China, com especificações que marcam uma grande atualização.
Duas configurações de bateria definem a gama. A menor, de 57,545 kWh, entrega 540 km pelo ciclo CLTC. Com a de 68,547 kWh, a autonomia declarada sobe para 630 km.
O CLTC é o ciclo de homologação chinês, o mais generoso dos padrões mundiais. No Atto 3 EVO, os 510 km WLTP correspondem a cerca de 600 km em CLTC. A proporção não é linear, mas a distância entre os dois padrões costuma andar nos 15 a 20%. Para o mercado europeu, os 630 km CLTC da versão maior traduzirão provavelmente qualquer coisa entre 510 e 540 km em WLTP.
Carregamento flash: da China para a Europa?
Carga de bateria de 10% a 70% em 5 minutos e de 10% a 97% em 9 minutos. São os números do sistema de carregamento flash que equipa a bateria Blade de segunda geração neste modelo.

Com a nova Blade Battery 2.0, o desempenho da bateria mantém-se mesmo com frio extremo. A menos 30°C, o tempo total de carregamento aumenta apenas 3 minutos face às condições normais.
É um dado com implicações diretas para os mercados do norte da Europa, onde as limitações de carregamento no inverno têm sido um argumento recorrente contra os elétricos chineses. O Atto 3 EVO, entretanto lançado em Portugal em março, aceita até 220 kW em corrente contínua e faz os 10% a 80% em 25 minutos. A nova geração vai substancialmente além disso.
Plataforma nova, motor mais potente
A tração muda de eixo. O motor passa para a traseira e será disponibilizado com dois níveis de potência: 200 kW (268 cv) ou 240 kW (322 cv). O Atto 3 EVO tem 313 cv, mas o motor é dianteiro. A nova geração inverte a arquitetura.
BYD Atto 3
A distância entre eixos cresce de 2720 para 2770 mm. O comprimento sobe de 4455 para 4665 mm, a largura de 1875 para 1895 mm, a altura de 1615 para 1675 mm. São mais 210 mm em comprimento. O carro que chegar à Europa será claramente maior do que o modelo atualmente em venda.
A bateria Blade é de segunda geração, com química LFP e integração estrutural no chassis. A plataforma é inteiramente nova.
Exterior revisto dentro da família Dynasty
O exterior adopta a linguagem Dynasty, a mesma família visual do Han e do Tang. Frente com painel prateado, faróis estreitos e escurecidos, e grelha de arrefecimento trapezoidal ao centro do para-choques. Traseira com stop alto de dois segmentos e luzes integradas num painel transversal que percorre toda a largura da carroçaria.
Destaque ainda para as jantes de 18 ou 19 polegadas e puxadores semi-embutidos. Os painéis do pilar D são personalizáveis em várias cores.
Pressão nas vendas na China
Na China, o Yuan Plus (o nome de origem do Atto3) vendia acima das 10.000 unidades mensais até outubro de 2025. Em janeiro e fevereiro de 2026 ficou abaixo das 2000 unidades por mês.
Já conheces?
Marcas como Changan, Chery e Leapmotor foram disputando o espaço que o modelo ocupou durante anos sem rival direto no segmento.
A nova geração já está registada no diretório fiscal chinês, o sinal habitual de que o lançamento está próximo no mercado interno. Ainda não há informação sobre os tempos de chegada à Europa.






